Economia

Comércio goiano avança acima da média nacional, mas setores relevantes perdem força

Redação Online

Publicado em 14 de agosto de 2026 às 20:43 | Atualizado há 2 horas

Comércio de Goiás mantém alta, mas apresenta sinais de desaceleração | Foto: Agência Brasil
Comércio de Goiás mantém alta, mas apresenta sinais de desaceleração | Foto: Agência Brasil

O comércio varejista de Goiás encerrou o primeiro semestre de 2026 com alta de 2,5% nas vendas, resultado superior ao crescimento de 1,9% registrado no país. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE. O desempenho estadual permaneceu acima do indicador nacional ao longo dos seis primeiros meses do ano. Goiás começou 2026 com avanço acumulado de 3,7% em janeiro e atingiu o melhor resultado em março, quando a expansão chegou a 4,7%. Depois disso, o ritmo perdeu intensidade.

As vendas de combustíveis e lubrificantes tiveram papel decisivo no resultado estadual. O segmento acumulou crescimento de 10% entre janeiro e junho, contra 2,1% no país.

O desempenho representou uma mudança diante do cenário de 2025, quando o setor terminou o ano com retração de 6,9% em Goiás. As maiores altas deste ano ocorreram em fevereiro, com 19%, e março, com 20,8%. Em junho, o crescimento ficou em 0,9%.

O volume de vendas do varejo goiano cresceu 0,1% em junho na comparação com o mesmo mês de 2025, após queda de 2,1% em maio. No mercado nacional, a alta alcançou 2,9%.

Na comparação mensal com ajuste sazonal, Goiás teve avanço de 1%, enquanto o Brasil registrou crescimento de 0,5%. No acumulado dos últimos 12 meses, o estado apresentou alta de 1,8%, também acima do índice nacional, de 1,6%.

Goiás ficou na 12ª colocação entre as unidades da federação no crescimento acumulado do varejo no primeiro semestre. Pernambuco liderou a lista, com alta de 10,7%, seguido pelo Distrito Federal, com 7,4%. Na outra ponta, Pará e Amazonas registraram as maiores retrações, com quedas de 1,6% e 0,7%, respectivamente.

O segmento de tecidos, vestuário e calçados acumulou retração de 4% em Goiás no primeiro semestre. O resultado estadual ficou abaixo do desempenho nacional, que apresentou recuo de 0,2%. A atividade registrou quedas consecutivas de março a junho. Maio concentrou o pior resultado do período, com retração de 9,4%. Em junho, a redução chegou a 4,5%, quarto resultado negativo seguido.

O grupo de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo também apresentou sinal de perda de ritmo. O setor, que possui o maior peso na composição do varejo goiano, registrou queda de 0,9% em junho ante o mesmo mês de 2025.

O resultado veio após retração de 1,6% em maio e marcou o segundo mês consecutivo de baixa. Apesar disso, o segmento ainda acumulou crescimento de 0,4% no primeiro semestre.

No Brasil, a atividade acumulou alta de 1,3% no mesmo intervalo. Ao considerar os últimos 12 meses, porém, Goiás apresentou retração de 0,3%, enquanto o indicador nacional ficou positivo em 0,7%.


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