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Dois anos sem Silvio Santos: legado do apresentador segue vivo no SBT e na televisão brasileira

Heloysa Camilo - Estágio DM

Publicado em 17 de agosto de 2026 às 09:16 | Atualizado há 2 horas

Legado de Silvio Santos permanece no SBT | Foto: Reprodução/SBT
Legado de Silvio Santos permanece no SBT | Foto: Reprodução/SBT

Dois anos após a morte de Silvio Santos, o nome de um dos maiores comunicadores da televisão brasileira continua associado a programas que marcaram gerações e a uma trajetória empresarial construída ao longo de mais de seis décadas. O apresentador morreu aos 93 anos, em 17 de agosto de 2024, em decorrência de uma broncopneumonia provocada por uma infecção por Influenza A (H1N1).

Nascido Senor Abravanel, Silvio Santos começou a construir sua história na comunicação ainda jovem e transformou a experiência diante dos microfones em um dos maiores impérios de mídia do país. Em 1981, fundou o Sistema Brasileiro de Televisão, o SBT, que se tornou uma das principais emissoras abertas do Brasil.

Ao longo da carreira, o apresentador comandou atrações que se tornaram parte da cultura popular, entre elas o tradicional “Programa Silvio Santos”, “Topa Tudo por Dinheiro” e “Show do Milhão”. Seu estilo direto, marcado por brincadeiras, interação com a plateia, distribuição de prêmios e bordões, ajudou a criar uma identidade própria para a emissora.

A morte do comunicador provocou repercussão no Brasil e no exterior. Artistas, apresentadores, emissoras e personalidades prestaram homenagens a Silvio, lembrando tanto a importância de sua trajetória profissional quanto a influência que exerceu sobre a televisão.

Mesmo após sua partida, novos elementos de sua história continuaram vindo à tona. Entre eles está uma carta deixada pelo empresário e posteriormente encontrada por suas filhas. Intitulado “Os Segredos do Êxito”, o texto reúne reflexões de Silvio sobre temas como trabalho, fé, liderança e a maneira como encarava a vida profissional. Cópias do documento foram distribuídas aos funcionários do SBT.

Silvio Santos continua como um dos nomes mais marcantes da história da televisão brasileira | Foto:  Divulgação/SBT


Família assume novas funções

A saída definitiva de Silvio Santos do comando da televisão acelerou uma transição que já vinha acontecendo nos últimos anos de sua vida. Com o afastamento gradual do apresentador de algumas atividades, suas filhas passaram a ocupar posições estratégicas dentro dos negócios da família e também diante das câmeras.

Patricia Abravanel ganhou espaço no comando do “Programa Silvio Santos”, assumindo a apresentação de uma atração que durante décadas esteve diretamente ligada à imagem do pai. A mudança marcou uma nova fase para o programa e para o próprio SBT.

Rebeca Abravanel passou a comandar o “Roda a Roda”, enquanto Silvia Abravanel esteve à frente do “Sábado Animado”. Em julho de 2026, Silvia deixou a apresentação do programa infantil, que passou a ser conduzido pelos atores mirins Wallentina Bomfim e Theo Radicchi.

Fora dos estúdios, a família também assumiu funções na administração do conglomerado criado por Silvio. Renata Abravanel passou a ocupar a presidência do Conselho do Grupo Silvio Santos, enquanto Daniela Beyruti assumiu a presidência do SBT em novembro de 2024.

Um legado que ultrapassa a televisão

A trajetória de Silvio Santos se confunde com a própria história da televisão comercial brasileira. Além de apresentador, ele foi empresário e responsável pela criação de uma marca que ultrapassou as fronteiras da programação televisiva.

Seu modelo de comunicação aproximava o público do apresentador e transformava os espectadores em participantes ativos dos programas. Essa relação contribuiu para consolidar Silvio como uma das figuras mais reconhecidas da televisão nacional.

Dois anos depois de sua morte, o desafio da família é preservar esse legado enquanto conduz uma nova etapa do grupo empresarial e da emissora. O SBT segue utilizando formatos e referências associados ao comunicador, ao mesmo tempo em que busca adaptar sua programação às transformações do mercado audiovisual.

A ausência de Silvio Santos, portanto, não representa apenas o fim de uma era diante das câmeras. Também marca a passagem para uma nova geração responsável por administrar o patrimônio empresarial e cultural construído por ele ao longo de décadas.


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