Economia

Pix tem instabilidade e BC descarta ataque cibernético

Fernando Henrique - Estágio DM

Publicado em 23 de agosto de 2026 às 13:21 | Atualizado há 2 horas

Instabilidade no Pix provocou dificuldades para usuários realizarem transferências na manhã deste domingo (23) | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Instabilidade no Pix provocou dificuldades para usuários realizarem transferências na manhã deste domingo (23) | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Pix enfrentou problemas de operação na manhã deste domingo (23). Relatos nas redes sociais e na plataforma Downdetector apontavam que o sistema chegou a ficar indisponível.

O Banco Central diz que equipe técnica identificou instabilidade nos sistemas, o que gerou dificuldades nas transações nas primeiras horas do dia. Os sistemas foram restabelecidos e, segundo a autoridade monetária, o Pix funciona normalmente.

Em testes feitos pela reportagem, não foi possível fazer transferências em três bancos no início da manhã.

Falhas começaram por volta das 6h30

Na Downdetector, os relatos de falhas começaram por volta das 6h30, com pico de queixas às 8h17, quando mais de 2.400 reclamações foram registradas. A partir das 9h, o volume de queixas caiu. Em redes como o X (ex-Twitter), após esse horário usuários relatavam ter conseguido concluir suas transferências.

A Folha apurou que a instabilidade ocorreu entre 6h45 e 8h45 e que até o momento a conclusão de equipe técnica do BC descarta ataque cibernético, vazamento de dados ou desvio de dinheiro de recursos. Um relatório sobre a ocorrência deve ficar pronto neste domingo ou na segunda (24).

No Banco Central, o caso é tratado como uma instabilidade, e não um falha geral, pois, apesar das dificuldades, alguns clientes teriam conseguido fazer operações por meio do Pix.

Pix movimentou R$ 35 trilhões em 2025

O Pix é o principal meio de pagamento eletrônico do país. Segundo o Banco Central, o sistema movimentou R$ 35 trilhões em 2025, com quase 80 bilhões de transações realizadas ao longo do ano. Em dezembro, 148 milhões de pessoas físicas utilizaram a ferramenta, com crescimento de 5% em relação ao ano anterior. Quase 13 milhões de empresas utilizam o Pix.

Como a Folha mostrou em julho, a redução das verbas para investimento e os constantes cortes do Orçamento do governo federal para o BC (Banco Central) têm adiado projetos de atualização tecnológica e inovações do Pix.

Cortes no Orçamento preocupam servidores

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já falou publicamente sobre a falta de recursos e de pessoal e sobre os riscos para a fiscalização do BC, ao defender a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de autonomia financeira. Em carta, servidores do BC disseram em junho que a PEC é necessária para preservar e fortalecer o Pix.


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