Carreta que matou empresário e duas filhas não podia trafegar na BR-414, diz polícia
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 28 de agosto de 2026 às 12:06 | Atualizado há 2 horas
Empresário e filhas morreram após colisão frontal com carreta em Cocalzinho de Goiás | Foto: Reprodução
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) concluiu que a carreta carregada com calcário envolvida no acidente que matou o empresário Wilker Renato Almeida da Silva, de 29 anos, e as duas filhas dele, não poderia estar circulando pela BR-414 naquele horário. O veículo atingiu de frente a caminhonete conduzida por Wilker na noite de sábado (21/8), em Cocalzinho de Goiás, no Entorno do Distrito Federal.
Wilker, fundador da BlessMe Jeans de Luxo, estava com as filhas Alana Almeida Gomes, de 8 anos, e Alice Almeida Gomes, de 4, quando ocorreu a colisão. Os três morreram ainda no local.
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A investigação é conduzida pelo delegado Carlos Alfama. De acordo com ele, o motorista da carreta deve ser indiciado por homicídio culposo, quando a morte ocorre sem intenção. O proprietário do veículo também deverá responder pelo mesmo crime.
A polícia afirma que o dono da carreta teria orientado o funcionário a realizar o transporte mesmo durante o período em que o veículo não tinha autorização para trafegar pela rodovia. A restrição de circulação é apontada pela investigação como um dos elementos que devem embasar os indiciamentos.
Irmão de Wilker é investigado por falso testemunho
Além da apuração sobre o acidente, a Polícia Civil também investigou uma declaração feita pelo irmão de Wilker, Robeilton Junio, após a tragédia.
Ele chegou a aparecer em vídeos publicados nas redes sociais afirmando que uma mala com R$ 1 milhão teria desaparecido de dentro da caminhonete da vítima. A informação, porém, foi desmentida pelo próprio Robeilton durante depoimento à polícia.
Segundo o delegado Carlos Alfama, o homem admitiu que inventou a existência do dinheiro. Por causa disso, Robeilton foi indiciado por falso testemunho.
Em depoimento, ele explicou que estava abalado com a morte do irmão e que, diante dos comentários sobre o suposto dinheiro, teve medo de ficar no prejuízo. Robeilton afirmou ainda que nunca havia participado de uma audiência criminal e que tomou a decisão de mentir em meio ao estado de choque provocado pela perda.
A Polícia Civil segue com os procedimentos relacionados ao acidente e aos indiciamentos definidos durante a investigação.