Grito dos Excluídos ocupa as ruas de Goiânia com defesa de direitos e soberania
Redação Online
Publicado em 7 de setembro de 2026 às 18:31 | Atualizado há 1 hora
Grito dos Excluídos reúne manifestantes em Goiânia e leva pautas sociais às ruas no feriado da Independência | Foto: Reprodução
Centenas de participantes ocuparam as ruas de Goiânia nesta segunda-feira (07/09) para a 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas. A mobilização reuniu trabalhadores, sindicatos, movimentos populares e entidades sociais durante o feriado da Independência.
Os manifestantes apresentaram reivindicações relacionadas ao acesso à moradia, à reforma agrária e ao fortalecimento do SUS. A pauta também incluiu a defesa da soberania nacional e ações contra o feminicídio e a violência contra as mulheres.
A concentração ocorreu na Catedral Metropolitana, na Avenida Universitária. De lá, os participantes seguiram em caminhada até a Praça da Paz, onde a programação contou com atividades culturais e apresentações musicais. A edição de 2026 adotou o tema “Vida em Primeiro Lugar!” e o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. As propostas abordaram conflitos fundiários, déficit habitacional, violência contra mulheres e desigualdades sociais.
Criado em 1995, o Grito dos Excluídos acontece tradicionalmente no período do 7 de Setembro e reúne movimentos populares, sindicatos, pastorais, igrejas e organizações da sociedade civil. A Coordenação Nacional conta, em 2026, com 21 organizações.
Além de Goiânia, manifestações ocorreram em cidades como São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Recife, Curitiba, Macapá, João Pessoa e Brasília. A mobilização nacional inseriu pautas sociais no calendário de atos relacionados à Independência.
A manifestação dividiu espaço com outras mobilizações realizadas na capital. Enquanto o desfile cívico-militar ocorreu no Centro e outro ato político teve como ponto de encontro a Praça Tamandaré, o Grito dos Excluídos concentrou sua agenda em direitos sociais, terra, moradia, saúde, proteção das mulheres e soberania.