Teste: Toyota Yaris Cross XRX híbrido fica devendo no desempenho, mas ganha na economia
Norton Luiz
Publicado em 16 de setembro de 2026 às 08:00 | Atualizado há 22 horas
O Toyota Yaris Cross 2026, que chegou às revendas no começo do ano, estreou no mercado em um momento em que os SUVs compactos dominam as vendas de forma absoluta. Creta, Fastback, HR-V, Renegade, Pulse, Compass, Kicks, Tracker e T-Cross e os recém-lançados, Kait, WR-V, GAC GS3, Changan Uni-T e Omoda já engrossam o trânsito nas ruas das cidades. O modelo da marca japonesa demorou um pouco para chegar e agora enfrenta dificuldades para se consolidar no mercado por conta da concorrência acirrada no segmento, principalmente depois da chegada dos chineses.
O Yaris Cross corre contra o tempo para conquistar consumidores. Considerando tratar-se de um Toyota – reconhecidamente uma fabricante de carros seguros, resistentes e econômicos – já é um ponto positivo. Em termos de visual, o modelo carrega boa aparência e transmite robustez, mas não é a última cereja do bolo no acabamento interno, em especial no desenho e material utilizado no painel e na esgoelada, embora bastante econômico, que o motor 1.5 aspirado dá.

O SUV inédito da Toyota veio ao mercado com versões a combustão e híbrida flex, como a XRX, topo da linha, que o DMAutos testou. No atraso do seu lançamento, o modelo encontrou um mercado bastante mudado, com concorrentes para todos os gostos e bolsos. No caso, do Yaris Cross XRX Hybrid o valor de R$ 190 mil da versão mais completa atua como um complicador, considerado um tanto salgado.
O Yaris Cross XRX Hybrid é a cara da Toyota. Transmite segurança, robustez e um conjunto mecânico combinando com dois motores elétricos bastante eficiente. É um modelo que chega representando bem, mas só não pode achar que vai roubar a cena com facilidade. O mercado está repleto de bons produtos e preços com apelo de compra. Para quem procura um SUV compacto híbrido, o Yaris Cross XRX é uma boa opção de compra.

Desde que foi apresentado, o SUV compacto da Toyota vem sendo comentado pela sua simplicidade. Até parece que a fabricante japonesa fez de propósito um modelo que pudesse chamar a atenção muito mais pela força da marca do que propriamente pelo que ele oferece. O modelo, no entanto, traz tecnologias modernas, como multimídia flutuante, display colorido no quadro de instrumentos e freio eletrônico por botão com Auto Hold.
O modelo, veículo de entrada da Toyota, é o primeiro SUV compacto à venda no País com motorização híbrida plena (HEV) flex. Medindo 4,31 metros de comprimento e 2,62 m de distância entre-eixos, o SUV compacto entra na média da categoria, massa ficando abaixo de modelos como Jeep Compass e o Corolla Cross. Na altura, o lançamento da Toyota parece ser maior do que é, medindo 1,65 metro. Os bancos estão em posição mais vertical e o espaço para pernas é generoso.

Na versão testada a lista de conteúdos traz bom recheio, como teto solar panorâmico e abertura e fechamento elétricos da tampa do porta-malas, além de pacote completo de assistentes ADAS. O SUV fica devendo, em especial na versão XRX, bancos dianteiros com ajustes elétricos memória e até um sistema de som assinado.e ar-condicionado de duas zonas. O Yaris Cross é comercializado em cinco versões, sendo duas híbrida: XR (R$ 149.990), XRE (R$ 161.390), XRE Hybrid (R$ 172.390), XRX (R$ 178.990) e XRX Hybrid (R$ 189.990).
De tudo, o que pode ser considerado como uma boa vantagem no Yaris Cross XRX Hybrid e o fato de ser um SUV compacto híbrido, sendo ele o mais econômico do segmento, com média de até 17,9 km/l, rodando na cidade com gasolina no tanque. Durante o teste, conseguimos média de 16,3, km/l na cidade e 14,8 na estrada.

Só para efeito de comparação de motorização puramente a combustão e a elétrica do Yaris Cross, no primeiro caso o motor é o 1.5 aspirado flex de quatro cilindros emprestado do aposentado Yaris. A diferença é que tem injeção direta de combustível. Ele entrega até 122 cv de potência a 6.000 rpm e 15,4 kgfm de torque a 4.800 rpm, quando abastecida com etanol. O câmbio CVT faz a simulação de sete marchas e tem uma engrenagem final que funciona em altas velocidades.
Por sua vez, a versão híbrida traz um motor 1.5 aspirado flex de quatro cilindros, que desenvolve 91 cv de potência a 5.500 rpm e 12,3 kgfm de torque a 4.000 rpm. O conjunto funciona em ciclo Atkinson, que retarda o fechamento das válvulas de admissão para reaproveitar parte dos gases readmitidos e aumentar a eficiência. Aliado ao motor elétrico de tração, entrega 111 cv de potência combinada e 14,4 kgfm de torque. .

A eficiência do conjunto, combinando o motor 1.5 flex aspirado, dois motores elétricos (um atua como gerador e outro tracionando as rodas dianteiras) e uma bateria de 0,76 kwh autocarregável, é inquestionável. O resultado motor é barulhento quando exigido e deixa o carro preguiçoso, mas altamente econômico. O modelo é bem calibrado na suspensão, direção e freios.
Conclusão
O Yaris Cross mesmo uma excelente opção, partindo do princípio de que se trata de um Toyota, fabricado no Brasil, com 10 anos de garantia, bastante econômico e com bons itens de tecnologias. Só não espere muito do modelo em de desempenho e boa acústica. Afinal, os ruídos altos do motor chegam com bons decibéis na cabine. Considere ainda os 391 litros de capacidade do porta-malas. Excelente para rodar na cidade, onde mostra toda sua eficiência em consumo, mas nem tão bom para pegar estrada. O SUV compacto é espaçoso e tem boa dirigibilidade.






























