Brasil

Nunes Marques se declara suspeito e deixa votação sobre Moraes no STF

Léo Carvalho

Publicado em 15 de setembro de 2026 às 11:54 | Atualizado há 2 horas

Novos diálogos citam pagamentos ao filho do ministro, que afirma ter recebido R$ 281,6 mil por serviços jurídicos prestados à Consult | Foto: Reprodução/STF
Novos diálogos citam pagamentos ao filho do ministro, que afirma ter recebido R$ 281,6 mil por serviços jurídicos prestados à Consult | Foto: Reprodução/STF

A decisão ocorre após novos diálogos citarem pagamentos ao filho do ministro, Kevin Marques. As mensagens foram trocadas entre Luiz Rennó, então diretor jurídico do Banco Master, e Vorcaro. Nelas, Rennó fala em pagamentos mensais de R$ 500 mil, que seriam feitos por meio da Consult Inteligência Tributária.

Durante a sessão, Nunes Marques afirmou que nunca trocou mensagens com Daniel Vorcaro. O ministro também declarou que não houve troca de mensagens entre o banqueiro e seu filho. “É bom que registre que em relação ao caso, eu nunca troquei nenhuma mensagem com Daniel Vorcaro, já esclarecendo alguns fatos”, afirmou.

Nunes Marques explicou que, diante da possibilidade de o caso atingir o processo eleitoral, preferiu se declarar suspeito e não participar da votação.

O ministro é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A preocupação manifestada por ele está relacionada a um eventual impacto das questões discutidas no processo eleitoral.

A assessoria de Kevin Marques afirmou, por meio de nota, que “o advogado Kevin Marques não prestou serviço ao banco Master nem recebeu dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro”. Segundo a manifestação, o advogado recebeu R$ 281,6 mil da Consult, empresa para a qual prestou serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa.


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