Cotidiano

Membros da Força Jovem vão a júri por ataque a diretor do Vila Nova

Redação Online

Publicado em 16 de setembro de 2026 às 17:51 | Atualizado há 44 minutos

Membros da Força Jovem enfrentam júri por ataque contra diretor da Esquadrão Vilanovense em Goiânia | Foto: Reprodução
Membros da Força Jovem enfrentam júri por ataque contra diretor da Esquadrão Vilanovense em Goiânia | Foto: Reprodução

Dois integrantes da Força Jovem do Goiás foram levados a júri popular nesta quarta-feira (16/09), em Goiânia, pela acusação de tentar matar um diretor da Torcida Esquadrão Vilanovense. O julgamento ocorre na 2ª Vara de Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri da Comarca de Goiânia.

Segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especial em Grandes Eventos Esportivos (Gaege) do Ministério Público (MP), Rossine Patrick Passos Barreto, de 37 anos, e Carlos Alberto Gomes Ataídes, de 19 anos, participaram do ataque em 1º de outubro de 2025, no Conjunto Residencial São Geraldo. A vítima estava em um Ford Fiesta prata com outros torcedores após participar de um evento da Esquadrão Vilanovense no Setor Itatiaia.

A investigação apontou que integrantes da torcida rival perseguiram o grupo e bloquearam o automóvel com outro veículo na Rua SG-2. Após a colisão, os suspeitos desceram armados com barras de ferro, pedaços de madeira e porretes. O diretor foi retirado do carro e recebeu diversos golpes, principalmente na cabeça. Câmeras de segurança registraram a ação, durante a qual, conforme o MP, os envolvidos gritaram “mata, mata”.

O ataque provocou um traumatismo cranioencefálico grave. A vítima foi levada ao Hospital Estadual de Urgências de Goiânia (Hugol), onde passou por cirurgia cerebral, além de permanecer sedada e intubada. O diretor ficou 12 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e recebeu alta em 13 de outubro de 2025.

Após o crime, os envolvidos deixaram o local. Imagens de câmeras e dados de sistemas da Polícia Militar (PM) ajudaram os investigadores a identificar um Chevrolet Onix utilizado na emboscada. O automóvel estava registrado em nome de uma empresa de locação.

Rossine foi localizado e preso e, de acordo com a denúncia, afirmou aos policiais que dirigia o carro usado na ação. Ele também teria informado que estava acompanhado de outras quatro pessoas. A partir dessas informações, os agentes chegaram a Carlos Alberto, que, segundo o MP, também confirmou participação e relatou que estava em um veículo com outros quatro ocupantes.

O depoimento de Carlos Alberto apontou ainda a presença de outros dois carros, cada um com cerca de quatro ocupantes, além de uma motocicleta com duas pessoas. Na casa do jovem, os policiais encontraram materiais relacionados à Força Jovem Goiás e objetos que teriam pertencido à Esquadrão Vilanovense.

O Ministério Público denunciou os dois por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Para o órgão, a rivalidade entre torcidas esteve relacionada ao crime e o cerco ao veículo reduziu as possibilidades de reação do diretor.

O MP também solicitou que a Justiça estabeleça indenização mínima de R$ 20 mil pelos danos causados à vítima, com atualização monetária e juros desde a data do ataque.


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