Idoso é preso com pistola e mais de R$ 500 mil em espécie no Novo Gama; PCGO investiga “caixa dois”
Redação Online
Publicado em 19 de setembro de 2026 às 12:28 | Atualizado há 2 horas
Polícia Civil prende idoso com pistola e mais de R$ 500 mil em espécie no Novo Gama | Foto: Divulgação/PCGO
A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio do Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Luziânia, prendeu um homem de 72 anos por porte ilegal de arma de fogo, nesta sexta-feira (18/09), no Novo Gama. Em posse do suspeito, os agentes apreenderam uma mala com mais de R$ 500 mil em espécie. Uma denúncia anônima recebida pela polícia apontava que o indivíduo realizaria um saque de alto valor com a possível finalidade de financiamento irregular de campanhas eleitorais, prática conhecida como “caixa dois” eleitoral.
Caixa dois é a prática ilegal de manter dinheiro que entra ou sai de uma empresa ou campanha política sem declarar aos órgãos de fiscalização. A equipe policial realizou o monitoramento e abordou o homem logo após ele deixar uma agência da Caixa Econômica Federal. Durante a abordagem, constatou-se que o suspeito transportava uma bolsa preta contendo R$ 500 mil em espécie, além de outros R$ 4,6 mil em seus bolsos, totalizando a quantia de R$ 504,6 mil.
Na busca pessoal, os agentes localizaram uma arma de fogo tipo pistola, municiada, escondida em sua cintura. Ao ser questionado, o homem alegou que o dinheiro seria destinado ao pagamento de funcionários de suas obras e que a arma pertenceria a um policial já falecido. As justificativas não foram aceitas pelas autoridades.
Diante do flagrante, o suspeito foi preso pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Considerando a elevada capacidade econômica declarada pelo investigado, a autoridade policial arbitrou a fiança no valor de R$ 60 mil. Além disso, todo o dinheiro encontrado com ele durante a abordagem foi apreendido e depositado em conta judicial. A PCGO também determinou a instauração de um inquérito policial para investigar a origem e a destinação real do dinheiro, a fim de apurar os indícios de lavagem de capitais.