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Teste: Honda WR-V 2026 é um SUV compacto com maturidade e eficiência

Norton Luiz

Publicado em 23 de setembro de 2026 às 13:46 | Atualizado há 10 horas

O Honda WR-V foi lançado em 2027, então derivado do Fit. O modelo estreou no mercado sem chamar muito a atenção, apesar de ser um Honda. Abaixo dele, o Fit e o City tinham mais apelo. Acima, o HR-V dominava as atenções. No meio, o WR-Vonda não conseguiu emplacar. Em 2022, o SUV compacto foi descontinuado porque não conseguiu ser o que se esperava dele. Voltou em sua segunda geração mais pomposo, independente e com personalidade forte como linha 2026.

O WR-V retornou ao mercado com uma receita com mais tempero, agora com identidade própria, mais moderno, mais espaçoso e mais tecnológico. Ele reestreia de olho em concorrentes como VW Tera, Fiat Pulse, Renault Kardian e Chevrolet Sonic.

O modelo quer atrair novos consumidores e trazer de volta os donos do Fit, deixados órfãos quando o modelo saiu de linha. Os compradores do WR-V são aqueles que querem um HR-V, mas ainda não conseguem alcançar o SUV compacto maior.

O DMAutos andou no novo WR-V em sua versão mais completa, a EXL. Com design robusto, e mais moderno, o SUV apresentou boas surpresas a bordo, a começar pelo amplo espaço interno, no pacote de tecnologias e na dirigibilidade. Sob o capô, o motor 12.5 flex, aspirado, de 126  cv de potência e 15,8 kgfm de torque, oferece bom desempenho na cidade, deixando um pouco a desejar nas retomadas em rodovias.

O motor, associado ao câmbio CVT que simula 7 marchas, se destaca na economia de combustível.

Compartilhando a nova plataforma GSC com o City, seu irmão menor, o WR-V 2026 assume um novo papel, deixando a condição de figurante ocupada pelo antecessor, para se tornar  protagonista de destaque no segmento dos SUVs compactos. Esquece tudo que foi o WR-V antigo, um tanto arcaico modelo já para a época, e adote a ideia de um novo e imponente WR-V, que na sua versão testada custa R$ 154 mil. O preço faz jus ao custo-benefício da versão.

Honda WR-V EXL traz a mesma mecânica do City e das versões de entrada do HR-V, como o  motor 1.5 aspirado flex com injeção direta de até 126 cv de potência com qualquer combustível, mas rendendo 15,5 kgfm de torque com gasolina e 15,8 kgfm com etanol. O câmbio é sempre automático do tipo CVT continuamente variável, de sete marchas simuladas com tração dianteira.

Por fora, com uma batida de olho vê-se logo um SUV de visual bonito, silhueta alta e a frente elevada. Para sentir o interior, é preciso um pouco mais. O WR-V 2026 surpreende pelas dimensões. É, sem dúvida, um dos seus maiores trunfos e não fica devem do nada aos seus concorrentes, sendo até mais generoso do que o do seu irmão maior, o HR-V. Ele mede 4,32 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,65 m de altura e 2,65 m de entre-eixos.

Com isso, os ocupantes do modelo fazem qualquer trajeto de forma confortável, com ombros cabeça e pernas livres. O túnel central é levemente elevado e o console central ocupa um pouco do vão para as pernas. Não se preocupe, pois até quem ocupa o assento do meio do banco traseiro faz o trajeto confortável. Outro ponto generoso do Honda HR-V 2026 é o porta-malas. São 458 litros de capacidade, conforme medição VDA, realizada com blocos sólidos de 1 litro cada.

Sabe o Magic Seat que os Honda City Hatch e HR-V têm? Pois é, a Honda deixou de fora do WRF-V. Um tremendo pecado. O sistema de modularidade que foi eficiente lá atrás no  Fit, teria lugar no novo SUV compacto. 

Quem compra um carro na faixa de preço do WR-V olha muito para o que o modelo pretendido faz de consumo de combustível. No caso do SUV compacto da Honda o consumo não será empecilho. O motor 1.5 flex de injeção direta do WR-V, já é conhecido do mercado, não é nada beberrão. Não espere empolgação com os 126 cv de potência do motor, somados aos 15,8 kgfm de torque.

O conjunto é calibrado para oferecer conforto, economia e um desempenho que pode ser considerado ideal para o dia a dia. Uma pisada mais forte, o conjunto grita mais do que anda. O barulho incomoda no interior da cabine. Faltou, claro, um trabalho de isolamento acústico melhor.

Durante o período de testes, o WR-V EXL, rodando com gasolina, fez média de 13,2 km na cidade e 14,3 na estrada. Os números são consideráveis para o SUV do porte do WR-V, que pesa 1.278 kg. A suspensão faz bem o seu papel na segurança e conforto do carro. O sistema absorve bem os impactos, proporcionando conforto ao motorista e passageiros. No quesito visibilidade, o WR-V faz a diferença com sua ampla área envidraçada, permitindo maior segurança ao condutor.

Em outro ponto o Honda WR-V também merece atenção toda especial. O modelo oferece um bem ajustado pacote Adas de segurança ativa. Poucos SUVs compactos na sua faixa de preço, é tão eficiente nesse quesito. O funcionamento do sistema é perfeito na frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo (ACC) com quatro níveis de distância para o veículo à frente e assistente de permanência em faixa.

O acabamento interno poderia ser melhor na versão. Ele deixa um pouco a desejar na qualidade do material e o cuidado com isso deve ser prioridade, principalmente porque a concorrência é forte e se considerar a presença dos chineses no mercado o risco é maior ainda.  Imperdoável o somente o vidro do motorista contar com os recursos de abertura e fechamento por um toque e sistema antiesmagamento. Merecia mais.  

O freio de estacionamento é ainda manual, não sendo diferente na maioria dos SUVs compactos nacionais. Outro ponto negativo é que sequer há luz de cortesia nos quebra-sóis. Na parte de trás, a Honda deixou de lado o sistema Magic Seat, que permite o rebatimento do assento traseiro de City e HR-V e aplicou um banco convencional no novo WR-V.

O sistema multimídia do Honda WR-V EXL está aquém da versão. A central de 10 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio tem um funcionamento intuitivo, mas não oferece uma resolução a altura e sequer tem USB do tipo C. São apenas duas entradas USB-A no painel, uma para projeção de celulares e outra apenas para recarga, e um carregador de celular por indução.

Há uma dupla saída de ar-condicionado para os ocupantes do banco traseiro, mas nenhuma tomada USB adicional, nem do tipo A, apenas uma tomada 12 Volts para quem estiver disposto a instalar um adaptador.

Conclusão

O novo Honda WR-V 2026 retorna ao mercado com uma proposta excelente, capaz de atrair novos consumidores e resgatar os órfãos do Fit, modelo que deixou um legado no mercado e muitas lamentações quando foi tirada de linha. O WR-V retorna renovado e com a promessa de ser apenas figurante em um segmento onde existem bons produtos. O SUV compacto nasceu com boa postura visual, espaço interno generoso, linhas robustas e um conjunto propulsor oferece aquilo que o consumidor aprecia muito: economia de combustível.

 Honda WR-V EXL 2026 – Ficha técnica

Moto:r Diant., transv., 4 cil. em linha, 1.5, 16V, aspirado, injeção direta, flex
Potência e Torque: 126 cv a 6.200 rpm e 15,8 kgfm a 4.600 rpm
Câmbio: Automático CVT, 7 marchas simuladas, tração dianteira
Direção: Elétrica
Suspensão: Independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira
Freios: Discos ventilado na dianteira e tambores na traseira
Pneus: 205/55 R17
Dimensões: Comprimento (4,32 m), Largura (1,79 m), Altura (1,65 m), Entre-eixos (2,65 m)
Tanque: 44 litros
Peso: 1.278 kg
Porta-malas (Fabricante): 458 litros

Fonte: Honda


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