Leonardo suspende consumo de álcool após alteração nos níveis de triglicérides
Léo Carvalho
Publicado em 24 de setembro de 2026 às 11:58 | Atualizado há 1 hora
Cantor identificou alteração em exames de rotina e decidiu interromper bebidas alcoólicas | Foto: Instagram/@leonardo
O cantor Leonardo suspendeu o consumo de bebidas alcoólicas após exames de rotina apontarem alteração nos níveis de triglicérides, um tipo de gordura presente no sangue que pode aumentar, entre outros fatores, com o consumo excessivo de carboidratos e álcool.
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O caso chama atenção para uma condição que, segundo a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose de 2025, elaborada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, apresenta alta prevalência no país e está associada ao aumento da obesidade e do diabetes.
A cardiologista Fabíola Siqueira explica que os níveis de triglicérides podem aumentar com o consumo excessivo de doces, açúcares, massas, pães e bebidas alcoólicas. Segundo ela, a elevação dessa gordura está associada ao aumento do risco cardiovascular e pode contribuir para a formação de placas nas artérias, elevando o risco de infarto e AVC.
“Os triglicérides elevados também são um dos fatores relacionados à síndrome metabólica, condição que pode envolver obesidade, alterações na glicose e níveis reduzidos de HDL, conhecido como colesterol bom”, pontua.

O papel do álcool
A médica explica que o consumo de bebidas alcoólicas pode provocar aumento significativo dos níveis de triglicérides, principalmente quando ocorre de forma frequente.
“O álcool estimula a produção de ácidos graxos no fígado, favorecendo a formação de triglicérides e, consequentemente, aumentando sua concentração no sangue. Esse efeito pode ser ainda maior quando o consumo de álcool está associado à ingestão excessiva de carboidratos”, detalha.
Além do álcool, a especialista cita outros hábitos que podem contribuir para o aumento dos triglicérides, como dietas ricas em massas, refrigerantes, sucos artificiais, doces, pães, batatas e macarrão. O sedentarismo e a obesidade também estão entre os fatores associados.
Segundo a cardiologista, níveis de triglicérides acima de 150 mg/dL são considerados alterados e devem ser avaliados por um médico.
“Para diminuir as complicações da dislipidemia, relacionadas aos triglicérides elevados, o paciente deve buscar mudanças no estilo de vida: perder peso, praticar atividade física, adotar uma dieta equilibrada sem excesso de carboidratos e reduzir ao máximo o consumo de açúcar, refrigerante, suco artificial e bebida alcoólica”, orienta Fabíola Siqueira.
A alteração dos triglicérides pode não provocar sintomas, o que reforça a importância dos exames de rotina e do acompanhamento médico. A identificação precoce permite avaliar os fatores associados e orientar mudanças de hábitos e, quando necessário, tratamento específico.