Tecnologia

IA Claude: o que o assistente da Anthropic já faz na prática

Redação DM

Publicado em 29 de setembro de 2026 às 09:25 | Atualizado há 22 minutos

A IA Claude, criada pela empresa americana Anthropic, deixou de ser só uma janela de conversa. Hoje ela pesquisa sozinha, mexe no navegador e termina tarefas enquanto o usuário está em outra reunião. Além disso, empresas de vários setores já medem quanto tempo ganham com ela. Veja o que a ferramenta tem feito de interessante na prática.

A IA Claude encontrou um sistema de enzimas desconhecido

O caso mais curioso saiu na semana passada. No dia 23 de setembro, a Anthropic contou que cerca de 950 agentes do Claude vasculharam um banco de dados genéticos por conta própria. Em 21 horas, eles analisaram mais de 200 mil enzimas do tipo transcriptase reversa. Depois, separaram 3.500 candidatas e chegaram a 20 finalistas.

Uma delas revelou um sistema de enzimas ainda não descrito pela ciência, encontrado em vírus que atacam bactérias. Segundo a empresa, o Claude parece ter sido o primeiro a notar as características que definem esse sistema. Em seguida, os pesquisadores testaram a proteína em laboratório.

Trabalho que segue com o notebook fechado

No escritório, a novidade se chama Cowork. Com ele, o usuário passa uma tarefa ao Claude, e ela continua rodando nos servidores da Anthropic. Ou seja, dá para fechar o computador, acompanhar pelo celular e pegar o resultado depois. Também é possível agendar tarefas.

A Anthropic dá exemplos do dia a dia. O Claude fecha os gastos do trimestre, transforma uma pasta de contratos numa planilha de renovações e monta a apresentação de um cliente a partir das anotações de reunião. O recurso começou em teste para assinantes do plano Max, em julho.

Da mesma forma, a extensão Claude no Chrome usa o navegador pelo usuário. Ela clica, digita e preenche formulários nas páginas em que a pessoa já está logada. Um exemplo citado é juntar notas fiscais de vários portais de fornecedores numa única planilha.

Quem já usa, e quanto tempo ganha

A Jamf, empresa que gerencia aparelhos Apple para mais de 70 mil clientes, liberou o Claude para todos os funcionários. Em oito semanas, 89% deles usavam a ferramenta. Por exemplo, um painel que levaria de duas a quatro semanas de engenharia ficou pronto em oito horas. Só no RH, a estimativa é de cerca de 838 horas economizadas por mês.

No direito, o Spellbook usa o Claude dentro do Word para apontar riscos em contratos. Segundo a empresa, a revisão de um contrato caiu de dez horas para uma. Enquanto isso, a organização humanitária IRC levou a ferramenta a equipes de saúde em Burkina Faso, na África. Lá, fichas em papel e planilhas viraram painéis que funcionam sem internet.

E no Brasil?

Por aqui, o interesse também cresce. Em abril, a Bloomberg Línea informou, com base em fontes, que o Brasil é o terceiro maior mercado do Claude, atrás de Estados Unidos e Índia. Segundo a reportagem, a Anthropic começou a montar uma estrutura em São Paulo. A empresa não comentou.

Por fim, o pano de fundo é uma nova geração de modelos. A Anthropic lançou o Claude Sonnet 5.5 no dia 28 de setembro. Ele é mais rápido e mais barato que a versão anterior, e a empresa o indica justamente para tarefas do cotidiano. Leia também, no DM, o alerta de um pesquisador que deixou a Anthropic.

Com informações da Anthropic (enzimas), do blog do Claude (Cowork), do 9to5Mac (Chrome), dos casos de clientes da Jamf, do Spellbook e do IRC, da Bloomberg Línea e da Anthropic (Sonnet 5.5).

Imagem: logotipo da Anthropic, Wikimedia Commons (domínio público).

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