Economia

Brasil cria 165,8 mil empregos formais em agosto, aponta Caged

Fernando Henrique - Estágio DM

Publicado em 29 de setembro de 2026 às 18:15 | Atualizado há 16 minutos

Brasil registrou saldo positivo de 165,8 mil empregos formais em agosto, segundo o Caged | Foto: Reprodução
Brasil registrou saldo positivo de 165,8 mil empregos formais em agosto, segundo o Caged | Foto: Reprodução

O Brasil gerou 165,8 mil postos de trabalho formais em agosto, um aumento de 7,2% em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho.

Em agosto, o país teve 2,29 milhões de contratações e 2,12 milhões de demissões. Apesar do resultado positivo, o saldo acumulado de empregos formais deste ano é o pior resultado desde 2020.

De janeiro a agosto de 2026, o país gerou 1,134 milhão de empregos formais, resultado que supera apenas o ano do início da pandemia de Covid-19 no Brasil, quando foi registrado saldo negativo de 1 milhão de empregos.

Mercado de trabalho

Em abril, maio, junho e julho, a economia brasileira registrou os piores resultados para cada mês desde 2020, em resultado que aponta para desaceleração do mercado de trabalho.

Todos os cinco grandes agrupamentos econômicos registraram alta no número de empregos formais. O setor com maior número absoluto de novas vagas foi o de serviços, com mais 110 mil postos formais, seguido pelo setor de construção, com mais 20,8 mil.

Indústria e comércio tiveram saldo positivo de 16,6 mil e 16,5 mil, respectivamente. Já a agropecuária teve alta de cerca de 1.400, puxada pelo cultivo de cana-de-açúcar, laranja e melão.

“Houve recuperação do comércio varejista. A indústria manteve um crescimento, a construção civil, inclusive com salário de entrada mais elevado”, afirmou Francisco Macena, ministro interino de Trabalho, sobre a alta no saldo formal em agosto.

Comércio varejista

Comércio Varejista registra saldo positivo de 10 mil novos empregos | Foto: Adobe Stock

O comércio varejista registrou saldo positivo de 10 mil empregos. No entanto, permanece com resultado negativo no acumulado do ano até agora, com menos 41,2 mil empregos formais.

Quatro unidades da federação registraram resultados negativos: Espírito Santo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Rondônia. O pior resultado foi neste último, com uma variação negativa de 0,31%.

As maiores altas foram na Paraíba, onde houve aumento de 1,56% no saldo de empregos formais, seguida por Amapá (1,38%) e Rio Grande do Norte (0,92%).

As maiores variações de janeiro a agosto foram registradas no Amapá, com alta de 6,3%, e Piauí, com mais 4,27%.

Ministro cita impacto das bets

Para Francisco Macena, a medida provisória que acaba com as bets, publicado pelo governo na sexta-feira (25), pode gerar efeitos positivos no mercado de trabalho.

“O consumo vai aumentar, dados já indicam isso. Os bilhões de reais que familias deixaram de usar para despesas, para comércio, foram migradas para as bets”, afirmou. (Luany Galdeano/FOLHAPRESS)


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