Cotidiano

Mercado de marcas próprias abre espaço para indústrias especializadas em desenvolvimento de produtos

Redação Online

Publicado em 30 de setembro de 2026 às 17:06 | Atualizado há 17 minutos

Modelo white label permite que empresas, profissionais e influenciadores lancem produtos sem manter estrutura industrial própria

O crescimento do mercado de marcas próprias tem ampliado a atuação de empresas especializadas no desenvolvimento e na produção de produtos para terceiros. O modelo white label, em que uma indústria desenvolve e fabrica produtos que chegam ao consumidor com a marca de outra empresa, tem sido utilizado por negócios que já possuem público, distribuição ou reconhecimento no mercado, mas não contam com estrutura industrial própria.

Em Goiás, a Lascalla atua nesse segmento com desenvolvimento e produção de cosméticos, dermocosméticos, produtos de cuidados pessoais e itens de oral care. A empresa atende empresas, clínicas, profissionais da saúde e estética, marcas já estabelecidas, influenciadores e empreendedores interessados em criar linhas próprias.

A criação da empresa partiu justamente da percepção de que havia negócios com capacidade comercial e força de marca, mas que encontravam dificuldades para transformar uma ideia em um produto. Segundo o sócio da Lascalla, Dr. Rildo Lasmar, a proposta surgiu para atender essa etapa do processo, que envolve conhecimento técnico, desenvolvimento de formulações e estrutura para produção.

“Existem muitas empresas, profissionais e influenciadores com força de marca, público e capacidade de venda, mas que não possuem estrutura industrial nem conhecimento técnico para desenvolver seus próprios produtos. A Lascalla surgiu para ocupar esse espaço”, explica.

O processo pode começar tanto a partir de uma ideia já definida pelo cliente quanto da identificação de uma oportunidade dentro de determinado público. A partir daí, são avaliados aspectos como posicionamento da marca, perfil do consumidor e características do produto. Na sequência, entram etapas técnicas de formulação, testes, definição de embalagem e produção.

Para Rildo, que tem mais de 30 anos de atuação nas áreas de saúde e odontologia estética, a experiência profissional também influencia a forma como a empresa avalia novos projetos. A atuação no setor de saúde e estética, segundo ele, permite observar o desenvolvimento de produtos a partir da perspectiva do profissional e do consumidor.

“Quando entrei no mercado de cosméticos, trouxe também esse olhar. Não basta fabricar um produto. Ele precisa ter conceito, qualidade, apresentação e potencial comercial”, afirma.

Entre as áreas de atuação da Lascalla está o segmento de oral care, que mantém relação com a trajetória profissional do sócio. A empresa também desenvolve produtos nas categorias de cosméticos, dermocosméticos e cuidados pessoais.

O avanço desse modelo acompanha uma mudança na forma como empresas podem estruturar novos produtos. Em vez de concentrar investimentos na construção de uma fábrica e na formação de uma estrutura técnica própria, negócios que já possuem uma marca ou uma base de consumidores podem recorrer a indústrias especializadas para desenvolver e produzir suas linhas.

Na avaliação de Rildo, esse movimento também está relacionado à valorização da audiência e da confiança construída pelas marcas com seus consumidores.

“Uma empresa pode ser excelente em construir audiência, marca, distribuição ou relacionamento com seus clientes e utilizar uma indústria especializada para desenvolver e produzir seus produtos. Isso torna o processo mais rápido e reduz a necessidade de investimento em estrutura própria”, afirma.

A Lascalla projeta ampliar sua capacidade de desenvolvimento e produção e aumentar o número de marcas atendidas nos próximos anos. A empresa também pretende ampliar sua atuação na criação de produtos de marca própria.

Para o empresário, a tendência é que empresas de diferentes segmentos passem a explorar esse modelo como uma extensão de suas marcas e de seus negócios.

“Veremos cada vez mais empresas deixando de ser apenas prestadoras de serviços ou distribuidoras de produtos de terceiros para se tornarem também proprietárias de marcas”, avalia Rildo.

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