HMMCC reúne profissionais em capacitação sobre asfixia perinatal
Redação Online
Publicado em 30 de setembro de 2026 às 22:09 | Atualizado há 5 horas
O Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara (HMMCC) reuniu, nesta terça-feira (30), profissionais de diferentes áreas para uma palestra sobre asfixia perinatal, em alusão ao Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a condição. A atividade contou com a participação de colaboradores das áreas assistenciais e administrativas, incluindo profissionais da equipe médica, enfermagem e equipe multiprofissional.
A capacitação abordou o reconhecimento de situações de risco e os cuidados necessários no atendimento ao recém-nascido. Em uma maternidade de alto risco, esse preparo é especialmente importante diante da possibilidade de atendimento a gestantes e bebês com maior risco de complicações no nascimento.
A palestra foi conduzida pela médica Daniella Portal, neonatologista e intensivista pediátrica. Docente da Faculdade de Medicina da UniRV, ela também atua como diretora técnica da Maternidade Dona Iris e é instrutora do curso de reanimação neonatal da Sociedade Goiana de Pediatria.
Entre os assuntos discutidos estiveram fatores que podem aumentar o risco de asfixia perinatal, como parto prematuro, descolamento prematuro de placenta e prolapso de cordão, além das condutas indicadas diante desses casos. A gerente assistencial e multiprofissional do HMMCC, Anna Cecília Rodrigues, explica que a preparação dos profissionais é fundamental para que a unidade esteja pronta para atender essas situações.
“É uma condição muito grave para o recém-nascido e, por isso, a maternidade precisa estar preparada para atuar oportunamente. Quanto mais assertiva for a intervenção, menor pode ser a possibilidade de sequelas neurológicas”, afirma.
A asfixia perinatal pode provocar diferentes graus de comprometimento neurológico, incluindo a encefalopatia hipóxico-isquêmica, que pode afetar o desenvolvimento da criança. A intervenção adequada no momento do nascimento pode reduzir o risco de sequelas.Para Anna Cecília, a qualidade desse atendimento também depende da integração entre os profissionais e da estrutura disponível na unidade.
“Precisamos de profissionais capacitados, mas também de equipamentos e insumos preparados para o momento do parto. Foi um dia importante e um pontapé inicial para traçarmos outras ações voltadas à melhoria da assistência relacionada às asfixias perinatais”, completa