Cotidiano

Júri começa a julgar três policiais acusados de matar advogado Davi Sebba

Redação Online

Publicado em 1 de outubro de 2026 às 11:26 | Atualizado há 2 horas

Tribunal do Júri de Goiânia inicia julgamento de policiais acusados pela morte do advogado Davi Sebba | Foto: Reprodução
Tribunal do Júri de Goiânia inicia julgamento de policiais acusados pela morte do advogado Davi Sebba | Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri de Goiânia inicia nesta quinta-feira (01/10) o julgamento de três policiais acusados pela morte do advogado Davi Sebba, crime ocorrido há 14 anos. Sete jurados vão decidir se o tenente Edinailton Pereira de Souza, o sargento Luiz Frederico de Oliveira e o ex-policial militar Jonathas Atenevir Jordão são culpados ou inocentes. A previsão é de que a sessão dure dois dias, com depoimentos, interrogatórios e debates entre acusação e defesa. Os réus respondem por homicídio qualificado, fraude processual, porte ilegal de arma com numeração raspada, disparo de arma de fogo e usurpação de função pública.

Davi Sebba tinha 38 anos quando foi morto com um tiro no peito no estacionamento de um supermercado da Vila União, em Goiânia, no dia 5 de julho de 2012. Ele havia saído para comprar os últimos itens para o nascimento do primeiro filho. A criança nasceu poucas horas depois, sem que o pai chegasse ao hospital. O advogado estava sendo monitorado pela Polícia Federal em uma investigação sobre tráfico de drogas, mas a apuração não encontrou entorpecentes no carro ou na residência dele. Os policiais afirmaram que foram ao local após receberem informações sobre uma possível negociação de drogas. Na versão dos agentes, Davi reagiu à abordagem e pegou um objeto dentro do carro. Jonathas teria interpretado o movimento como uma tentativa de alcançar uma arma e efetuado o disparo. Já o inquérito concluiu que o advogado foi vítima de uma emboscada e não teve possibilidade de reagir.

A Polícia Civil afirmou que a cena foi alterada depois da morte. A acusação sustenta que uma arma com numeração raspada foi colocada dentro do carro para justificar o disparo. A perícia não identificou resíduos de pólvora nas mãos do advogado nem encontrou impressões digitais adequadas para confronto na arma. Também foram apontadas mudanças no interior do veículo e a retirada de estojos de munição do estacionamento. As defesas contestam essas conclusões, que serão submetidas aos jurados. Os acusados respondem ao processo em liberdade e devem ser tratados como inocentes até eventual condenação. A OAB-GO acompanha o julgamento presencialmente e defendeu o respeito à ampla defesa, ao contraditório e ao devido processo legal.


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