Voo que levava Rick tinha condição semelhante à do avião de Marília Mendonça
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 2 de outubro de 2026 às 11:32 | Atualizado há 1 hora
Helicóptero de Rick voava em área não controlada, condição que também ocorreu no voo de Marília Mendonça | Foto: Reprodução
A queda do helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla com Renner, ocorreu enquanto a aeronave operava em uma região classificada como espaço aéreo não controlado. A condição foi confirmada pela Força Aérea Brasileira (FAB) e também estava presente no voo que levava Marília Mendonça no acidente de 2021.
Apesar do termo, estar em uma área não controlada não significa que a aeronave estivesse sem suporte de informações ou fora das regras de segurança da aviação. A diferença está na atuação dos órgãos de tráfego aéreo e no nível de controle exercido sobre os voos.
Como funciona o espaço aéreo não controlado
Nessas áreas, o piloto é responsável pela condução da aeronave e não precisa manter contato com um órgão de controle para realizar o voo. Também não há um órgão responsável por autorizar cada operação, determinar a trajetória das aeronaves ou fazer a separação entre elas, como ocorre em áreas controladas.
Isso não impede, no entanto, que os pilotos recebam informações úteis durante a operação. O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) informa que aeronaves em regiões não controladas podem contar com os Serviços de Informação de Voo, que repassam dados relevantes para a segurança.
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No caso do helicóptero de Rick, esse atendimento era realizado pelo Serviço de Informação de Voo Curitiba, ligado ao Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II).
O serviço, contudo, não exerce as mesmas atribuições de um órgão de controle. As informações fornecidas podem auxiliar o piloto, mas não envolvem autorização de voo, separação entre aeronaves ou emissão de instruções de tráfego.
A FAB confirmou a classificação do espaço aéreo, mas não estabeleceu qualquer relação entre essa característica e a queda do helicóptero. As causas e circunstâncias do acidente continuam sendo investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).