Vídeo: Eleita com votação histórica, Eduarda Campopiano coloca antifeminismo no centro do mandato na Alesp
Redação Online
Publicado em 6 de outubro de 2026 às 12:01 | Atualizado há 2 horas
Eduarda Campopiano leva discurso antifeminista à Alesp após votação histórica em São Paulo | Foto: Reprodução
Eduarda Campopiano (PL) conquistou 1.956.238 votos no domingo (04/10) e se tornou a deputada estadual mais votada de São Paulo em 2026. Aos 23 anos, ela alcançou a segunda maior votação da história da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), atrás apenas de Janaína Paschoal, que superou 2 milhões de votos em 2018.
A deputada eleita colocou o combate ao feminismo entre as principais bandeiras políticas. Em debate com a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL), ela declarou: “Eu não acho que feminicídio seja algo que exista”. Campopiano defendeu que homicídios contra mulheres possam receber tratamento como crimes passionais, embora tenha admitido agravantes quando houver uso de superioridade física contra vítimas.
A legislação brasileira classifica feminicídio como homicídio contra mulher por razões relacionadas à violência doméstica e familiar ou ao menosprezo e à discriminação pela condição feminina. Campopiano também se posicionou contra a criminalização da misoginia e afirmou que pretende enfrentar pautas feministas durante o mandato.
Campopiano defendeu a vida desde a concepção e afirmou que pretende atuar para reduzir interrupções de gravidez. A parlamentar também criticou propostas ligadas ao feminismo e declarou: “Sou antifeminista. E não vou dar para trás”. Após a eleição, ela afirmou à Folha de S.Paulo: “A guerra tá só começando”.
Na área de segurança, a deputada eleita defendeu o acesso de mulheres ao porte de armas de fogo como instrumento de proteção contra violência doméstica e urbana. Ela também se posicionou contra o reconhecimento da prostituição como profissão e contra cotas raciais.
A jornalista Adriana Araújo criticou, na segunda-feira (05/10), a fala de Campopiano sobre feminicídio. A âncora do Jornal da Band e da BandNews FM classificou a declaração como “gravíssima” e afirmou que discursos desse tipo ignoram a realidade de mulheres vítimas de violência.
Nascida em Campinas, em 22 de julho de 2003, Campopiano começou a produzir conteúdo político aos 18 anos. Em 2024, foi eleita vereadora de Praia Grande, aos 21 anos, com 3.583 votos. Dois anos depois, ampliou o eleitorado para quase 2 milhões de votos e garantiu uma cadeira na Alesp.
Foto e Vídeo: Redes Sociais