HMDI orienta colaboradores sobre entrega legal para adoção
Redação Online
Publicado em 9 de outubro de 2026 às 09:36 | Atualizado há 3 horas
O Hospital e Maternidade Dona Iris (HMDI) realizou, ao longo de dois dias, palestras sobre o programa Entrega Legal para Adoção, em diferentes turnos, para alcançar os colaboradores dos diversos setores da unidade.
A iniciativa foi organizada pelas equipes de serviço social e psicologia, com o objetivo de orientar os profissionais sobre como acolher mulheres que manifestam o desejo de entregar seus filhos para adoção e encaminhá-las corretamente para o procedimento legal.
A assistente social Lilian José de Oliveira, uma das responsáveis pela iniciativa, comentou que a preparação dos profissionais é importante para garantir que essas mulheres recebam o atendimento adequado.
“É importante que todos os profissionais saibam como proceder quando uma mulher manifesta esse desejo. A forma como ela é recebida nesse primeiro momento faz diferença para que se sinta segura para falar e consiga chegar ao serviço responsável pelo acompanhamento do caso”, disse.
A psicóloga Lúcia Vasconcelos também ministrou as palestras e abordou que o acolhimento à mulher que manifesta o desejo da entrega legal deve ser pautado na escuta, no respeito e na ausência de julgamentos.
“Nosso papel é oferecer suporte emocional e assegurar que ela seja acolhida com dignidade, respeitando sua história, seus sentimentos e sua autonomia, para que possa tomar uma decisão consciente e segura”, afirmou.
A programação contou ainda com a participação de Lívia Regina Ferreira, coordenadora da equipe interprofissional forense do Juizado da Infância e Juventude de Goiânia. Ela explicou que o programa Entrega Legal para Adoção garante à mulher o direito de manifestar o desejo de não exercer a maternagem e receber o acompanhamento necessário, respeitando sua decisão e os direitos da criança.
“Vamos abordar o direito da mulher de ser acolhida no desejo de não exercer a maternagem e a proteção da criança, a fim de evitar abandono, maus-tratos e até o infanticídio”, explicou Lívia.
Segundo a coordenadora, as capacitações realizadas pelo Juizado com profissionais da rede de proteção à criança e ao adolescente, incluindo equipes de maternidades, buscam orientar sobre os procedimentos para a entrega legal.
Nesses casos, a mulher deve ser acolhida sem julgamentos, constrangimentos ou coação e encaminhada à Vara da Infância e Juventude, responsável por conduzir o processo. Lívia também alertou que situações de constrangimento ou coação podem resultar em responsabilização civil e criminal para quem as praticar.
A iniciativa buscou preparar os colaboradores para acolher essas mulheres com respeito, oferecer as orientações necessárias e realizar o encaminhamento adequado, contribuindo para a proteção dos direitos da mulher e da criança.