Preços disparam em Goiânia, e combustíveis e alimentos pesam no bolso
Redação Online
Publicado em 11 de outubro de 2026 às 11:39 | Atualizado há 2 horas
Combustíveis, alimentos e energia elétrica pressionam o custo de vida em Goiânia | Foto: Agência Brasil
Os preços voltaram a subir em Goiânia após a deflação de 0,22% registrada em agosto. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (09/10) apontaram inflação de 1,07% em setembro, o segundo maior resultado mensal da capital em 2026, atrás apenas de abril, quando o índice chegou a 1,12%.
O resultado representou avanço de 1,29 ponto percentual em relação ao mês anterior. Com isso, a inflação acumulada na capital alcançou 4,38% em 2026 e 6,08% nos últimos 12 meses. No país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,82% em setembro, acumulou 3,95% no ano e atingiu 4,58% em 12 meses, abaixo dos indicadores goianienses nos três períodos.
O grupo Transportes apresentou aumento de 1,78% em Goiânia, impulsionado pela alta de 2,77% nos combustíveis para veículos. O etanol liderou as elevações, com avanço de 6,67%, seguido pelo óleo diesel, com 3,98%, e pela gasolina, com 2,03%.
O grupo Alimentação e bebidas subiu 1,51%, enquanto os alimentos consumidos em casa ficaram 1,76% mais caros, acima da variação nacional de 0,96%. Tubérculos, raízes e legumes tiveram elevação de 28% na capital. Entre os produtos, o tomate registrou a maior alta, de 53,10%, seguido pela batata-inglesa, com 18,29%, e pela cebola, com 17,83%. Carnes, cereais, leguminosas e oleaginosas, além de açúcares e derivados, também apresentaram aumentos.
O grupo Habitação avançou 1,73% em setembro, com destaque para a energia elétrica residencial, cujo preço aumentou 5,33% em Goiânia. Apesar da elevação, o índice ficou abaixo da média brasileira, de 7,98%.