Goiânia entrega monumentos históricos revitalizados no Bosque dos Buritis
Redação Online
Publicado em 12 de outubro de 2026 às 15:14 | Atualizado há 59 minutos
Dois monumentos históricos revitalizados no Bosque dos Buritis, em Goiânia | Foto: Alex Malheiros
Dois monumentos históricos localizados no Bosque dos Buritis e em seu entorno, no Setor Oeste, em Goiânia, foram entregues após obras de revitalização nesta segunda-feira (12/10). A cerimônia contou com a presença do prefeito Sandro Mabel e marcou a recuperação do Monumento à Paz Mundial, do artista Siron Franco, e do Monumento aos Mortos e Desaparecidos na Luta Contra a Ditadura Militar, projetado por Marcus Sales Gebrim. Segundo a prefeitura, os serviços ocorreram em parceria com a iniciativa privada, sem custos para o município.
Durante a entrega, Mabel destacou a importância de manter os monumentos conservados e agradeceu à empresa responsável pela revitalização. “Uma obra de arte precisa ser revitalizada, porque isso também renova o sentido para o qual ela foi criada. Esses monumentos têm uma simbologia muito forte e representam artistas e momentos importantes da nossa história. Agradeço à Ademaldo Construções, empresa que fez essa parceria com a prefeitura e recuperou as duas obras sem custos para o município”, afirmou.
O diretor-presidente da empresa, Ademaldo Carlos Cabral, disse que recebeu com satisfação o convite da Secretaria Municipal de Cultura para executar o serviço. “Recebemos com muita alegria o convite da Secretaria Municipal de Cultura para restaurar essas obras. Os monumentos estavam bastante deteriorados pelo tempo e pela ação de terceiros. Aceitamos o desafio e ficamos felizes em contribuir com a preservação da cultura da nossa cidade e do nosso estado”, afirmou. Segundo Cabral, o trabalho recuperou as estruturas existentes, sem alterar as características originais dos monumentos.
Inaugurado em 20 de setembro de 1988, durante o II Simpósio Nacional da Paz na Era Nuclear, o Monumento à Paz Mundial fica dentro do Bosque dos Buritis. Com aproximadamente cinco metros de altura, a obra de Siron Franco é feita de concreto e vidro e tem formato semelhante ao de uma ampulheta. Em seu interior, reúne porções de terra de diferentes países e continentes, que simbolizam a união, a fraternidade e a paz entre os povos. A obra foi idealizada após o acidente com o Césio-137, ocorrido em Goiânia em 1987, e propõe uma reflexão sobre os riscos da energia nuclear e a importância da convivência pacífica entre as nações.
Localizado em frente ao Bosque dos Buritis, o Monumento aos Mortos e Desaparecidos na Luta Contra a Ditadura Militar foi inaugurado em 27 de agosto de 2004, durante a gestão do prefeito Pedro Wilson. O projeto do arquiteto Marcus Sales Gebrim foi escolhido por meio de concurso público promovido pela Prefeitura de Goiânia. A obra é formada por uma esfera metálica dividida em 15 segmentos, que representam os 15 mortos e desaparecidos políticos ligados a Goiás.
O secretário municipal de Cultura, Uugton Batista, ressaltou a importância da conservação dos monumentos para a preservação da identidade cultural da cidade. Ele afirmou que a recuperação das obras contribui para garantir que esses símbolos permaneçam acessíveis à população e às futuras gerações, com preservação não apenas da dimensão artística, mas também dos valores históricos e sociais que representam.