Brasil

Com apoio do Governo de Goiás, Britânia conquista autorização para exportar melancia, melão e abóbora

Redação Online

Publicado em 12 de outubro de 2026 às 15:30 | Atualizado há 47 minutos

Fiscais da Agrodefesa monitoraram a produção e elaboraram projeto técnico que contribuiu para a inclusão de Britânia no SMR
Fiscais da Agrodefesa monitoraram a produção e elaboraram projeto técnico que contribuiu para a inclusão de Britânia no SMR

Com o apoio técnico do Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), o município de Britânia, na região do Vale do Araguaia, foi oficialmente reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para exportar frutos frescos de cucurbitáceas, grupo que reúne culturas como melancia, melão e abóbora. A habilitação permite que produtores locais atendam mercados internacionais com restrições quarentenárias, incluindo parceiros do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai.

A norma estabelece a inserção de Britânia no Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para a praga Anastrepha grandis, popularmente conhecida como mosca-das-frutas das cucurbitáceas. Britânia é o 20º município goiano a integrar o SMR para cucurbitáceas. A inclusão decorre da atuação integrada entre Agrodefesa, produtores rurais e responsáveis técnicos, que cumpriram as exigências definidas pelo Mapa. A decisão foi oficializada por meio da Portaria SDA/Mapa nº 1.695, publicada no Diário Oficial da União (DOU) no início deste mês.

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, afirmou que o resultado reflete a atenção dada pelo Governo de Goiás à fruticultura. “Trabalhamos para que o produtor goiano tenha respaldo técnico e possa chegar a mercados mais exigentes, mantendo o rigor fitossanitário em todas as fases. A inclusão de Britânia é fruto desse investimento e da dedicação da nossa equipe”, ressaltou.

Para o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, a atuação da Agência desde o início do processo foi fundamental para a habilitação. “Estivemos ao lado dos produtores e dos responsáveis técnicos, orientando o monitoramento e elaborando o projeto técnico encaminhado ao Ministério. Essa parceria entre o setor público e o produtivo vem aumentando, a cada ano, o número de municípios goianos no SMR”, explicou.

O coordenador do Programa de Sistema de Mitigação de Risco para Cucurbitáceas da Agrodefesa, Mário Sérgio de Oliveira, destacou que o processo exigiu disciplina e constância. “Foram feitas coletas regulares e um monitoramento permanente nas áreas de produção por um período ininterrupto de seis meses para demonstrar a ausência da praga, em conformidade com os protocolos exigidos. O resultado mostra o empenho dos produtores, dos responsáveis técnicos e dos fiscais da Agência”, concluiu.

Fotos: Agrodefesa


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