Phelan Foster traz sua experiência nos mercados americano, europeu e asiático para a pesquisa sobre investimentos internacionais
Redação DM
Publicado em 13 de outubro de 2026 às 08:08 | Atualizado há 2 horas
Boletim do setor brasileiro apresenta receitas, pagamentos e provisões técnicas, oferecendo contexto para compreender sua atuação em análise de fluxos de caixa
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou, em 15 de setembro de 2026, o boletim setorial com dados referentes a julho daquele ano. Segundo a publicação, entre janeiro e julho de 2026, as receitas do setor supervisionado totalizaram R$ 244,96 bilhões, enquanto indenizações, resgates, benefícios e sorteios somaram R$ 149,78 bilhões. Em julho, as provisões técnicas alcançaram aproximadamente R$ 2,20 trilhões. Esses indicadores representam, respectivamente, receitas, desembolsos e provisões, e não equivalem diretamente a ativos disponíveis para investimento ou a retornos de investimentos.
Esse contexto permite compreender uma questão concreta da gestão de ativos de seguradoras: além de avaliar o valor dos investimentos, é necessário considerar quando os desembolsos ocorrerão e se os recursos estarão disponíveis nesses momentos. Vayden Foster é gestor sênior de portfólio, com atuação voltada à alocação de ativos de seguradoras, à alocação global de ativos e às estratégias de investimento de longo prazo. Sua trajetória também abrange finanças corporativas, planejamento de financiamento e análise da estrutura de capital.
Das necessidades financeiras das empresas à gestão de carteiras de seguradoras
Foster tem formação em Economia e Administração de Empresas. Ingressou no setor financeiro em 2013, participando inicialmente de pesquisas de mercado, análises fundamentalistas de empresas, elaboração de modelos financeiros e apoio a projetos de investimento.
Posteriormente, seu trabalho se ampliou para finanças corporativas e consultoria estratégica, envolvendo fusões e aquisições, reestruturações, due diligence financeira, análise da estrutura de capital e planejamento financeiro de médio e longo prazo. O foco de análise passou a incluir, além dos mercados e das oportunidades de transação, a forma como as empresas alocam capital, obtêm financiamento e sustentam suas operações.
Entre 2023 e 2024, Foster atuou na gestão financeira de uma empresa de tecnologia, participando de atividades relacionadas a orçamento, análise de fluxos de caixa, estratégia de financiamento e planejamento de capital. Nessa etapa, as decisões financeiras precisavam estar conectadas às necessidades operacionais: quando surgiria a demanda por recursos, quais despesas poderiam ser atendidas pelo caixa disponível e como as condições de financiamento afetariam o desenvolvimento posterior da empresa.
Desde 2024, sua atuação se concentra na gestão de ativos de seguradoras, com participação em alocação de recursos, gestão de portfólio e estratégias de investimento de longo prazo. Embora os objetos de trabalho tenham mudado ao longo da carreira, fluxos de caixa, necessidades de capital e restrições de risco continuam conectando essas experiências.
Os investimentos das seguradoras exigem uma leitura conjunta de ativos e passivos
As decisões de alocação dos recursos das seguradoras precisam considerar as características dos passivos. Retorno esperado, prazo dos fluxos de caixa, condições de liquidez e exigências de capital de risco influenciam o papel de cada ativo na carteira.
A capacidade de um investimento gerar retorno no longo prazo não significa que ele possa atender a qualquer necessidade imediata de desembolso. Pode haver diferenças entre o valor contábil do ativo, sua capacidade efetiva de conversão em caixa e o prazo necessário para que os recursos estejam disponíveis. Por isso, a análise da carteira exige colocar os desembolsos futuros e os fluxos de caixa dos ativos em uma mesma linha do tempo.
O trabalho atual de Foster envolve o estudo do papel de diferentes classes de ativos em carteiras de longo prazo, considerando os requisitos de segurança, liquidez, retorno e adequação aos passivos próprios dos recursos das seguradoras. Essa responsabilidade conecta sua experiência em finanças corporativas à sua atuação atual: enquanto o planejamento de financiamento empresarial acompanha as necessidades das operações, a alocação de ativos de seguradoras também precisa considerar os recursos necessários para atender a obrigações de longo prazo.
Como a experiência em planejamento de capital se relaciona com as decisões de alocação
A análise de finanças corporativas costuma examinar, de forma conjunta, desempenho operacional, estrutura de capital e custo de financiamento. Na gestão de ativos de seguradoras, essas dimensões continuam relevantes, mas precisam ser avaliadas dentro das condições específicas da carteira e dos passivos.
Ao analisar um ativo, por exemplo, é necessário compreender não apenas seu valor e seus riscos, mas também quando ele produzirá fluxos de caixa, se sua estrutura de financiamento afeta a capacidade de pagamento e quais restrições de liquidez podem surgir diante de mudanças nas condições de mercado. Essas questões conectam a análise fundamentalista das empresas à organização dos recursos no nível da carteira.
A atuação de Foster reúne, assim, uma base de experiência em finanças corporativas e análise de mercados de capitais com o trabalho em alocação de ativos de seguradoras e estudo de carteiras de longo prazo. Valor de longo prazo, disciplina de capital e gestão de riscos são os principais temas que atravessam sua trajetória profissional.
O boletim da Susep fornece um contexto estatístico do setor. Distinguir esses dados das responsabilidades individuais permite compreender com maior precisão o campo de atuação de Foster: seu foco profissional está na relação entre as condições de alocação dos ativos e as necessidades de recursos. Os números de receitas, provisões e desembolsos do setor não representam seu volume pessoal de ativos sob gestão nem seus resultados de investimento.
Contato de imprensa
Yohan Yun
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