Jovem esfaqueada pelo namorado em Ouro Verde de Goiás segue internada
Redação Online
Publicado em 15 de outubro de 2026 às 16:35 | Atualizado há 8 minutos
Vítima teve pulmão perfurado e pede justiça após ataque | Foto: Reprodução
Nathaly Gomes passou o próprio aniversário, no sábado (10/10), em meio a um episódio de violência atribuído ao namorado, em Ouro Verde de Goiás. A jovem sofreu diversos golpes de canivete e precisou de atendimento hospitalar. Ela continua internada no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.
O ataque provocou várias perfurações nas costas, uma delas com lesão no pulmão. A gravidade dos ferimentos exigiu a instalação de um dreno no tórax. Após quase cinco dias de internação, Nathaly usou as redes sociais para relatar o que aconteceu e expor o impacto físico e emocional da violência.
Em seu desabafo, a vítima afirmou que já havia sofrido outras agressões durante o relacionamento e procurado ajuda antes do episódio. Segundo ela, nem sempre recebeu o apoio necessário diante das situações anteriores. “Eu estou viva, e quero continuar vivendo! Não quero ser mais uma estatística de feminicídio”, declarou.

A jovem também contestou comentários que tentaram responsabilizá-la pela violência por ter retomado o relacionamento. Ela reconheceu que voltou para uma relação da qual deveria ter saído antes, mas ressaltou que nenhuma decisão pessoal justifica uma agressão. “Mas nenhum erro meu justifica a violência que sofri!”, afirmou.
Nathaly demonstrou indignação com pessoas que trataram as lesões como simples arranhões. Para reforçar a gravidade do ataque, citou a permanência no hospital, o dreno torácico e a perfuração pulmonar. “Eu não estaria há quase cinco dias internada, com um dreno no tórax e um pulmão perfurado, se fossem apenas arranhões!”, desabafou.
A situação do homem apontado por Nathaly como autor do ataque também motivou críticas. De acordo com o relato da jovem, o namorado se apresentou às autoridades na terça-feira (13/10), três dias após o episódio, mas permaneceu em liberdade. Ela questionou a diferença entre sua condição, restrita ao leito hospitalar, e a situação do suspeito, que, segundo ela, circulava normalmente.
Nathaly afirmou que decidiu tornar o caso público diante da sensação de injustiça e da necessidade de respostas. Ela espera que o episódio seja registrado, investigado e receba as providências cabíveis. Em meio à recuperação, a jovem reforçou o desejo de retomar a própria vida sem medo: “Quero ter o direito de viver sem medo.”