Flávio se sai melhor que Lula em debate, mas não convence indecisos, aponta pesquisa
Redação Online
Publicado em 24 de outubro de 2026 às 00:44 | Atualizado há 2 horas
Flávio Bolsonaro e Lula participam do último debate presidencial antes do segundo turno, marcado por ataques pessoais e avaliações negativas de eleitores indecisos | Foto: Reprodução/TV Globo
Flávio Bolsonaro e Lula participam do último debate presidencial antes do segundo turno, marcado por ataques pessoais e avaliações negativas de eleitores indecisos | Foto: Reprodução/TV Globo
O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu avaliação ligeiramente mais favorável que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre eleitores indecisos que acompanharam o último debate presidencial, realizado pela TV Globo nesta sexta-feira (23/10). Apesar da vantagem percebida, os participantes questionaram a credibilidade do senador e não demonstraram mudança significativa na disposição de voto.
A pesquisa qualitativa acompanhou as reações de dez grupos, compostos por sete a dez participantes cada, distribuídos por cinco capitais brasileiras. Os entrevistados, separados por gênero, declararam indecisão ou possibilidade de alterar o voto. As avaliações foram relatadas pelo coordenador do estudo e não representam projeção estatística do eleitorado.
Os participantes consideraram o senador mais organizado em suas intervenções, embora tenham identificado um discurso excessivamente ensaiado. Parte dos entrevistados ironizou a defesa de propostas sociais por Flávio, ao apontar diferenças entre suas posições e as políticas adotadas pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A tentativa de Flávio de negar que Jair Bolsonaro tenha debochado de vítimas da Covid-19 encontrou resistência entre os participantes. Segundo os relatos da pesquisa, a explicação não pareceu convincente e reforçou questionamentos sobre a credibilidade do senador.
O presidente foi considerado confuso e fisicamente debilitado por parte dos entrevistados, conforme as percepções relatadas pelo coordenador do levantamento. Entretanto, Lula recebeu avaliação positiva ao responder a uma provocação de Flávio sobre a perda de um dedo da mão, episódio de sua trajetória como trabalhador.
O último encontro entre os presidenciáveis foi marcado por acusações pessoais e divergências sobre as administrações anteriores. Flávio apresentou propostas consideradas pouco detalhadas, enquanto Lula recorreu ao histórico dos governos petistas para defender sua candidatura a um quarto mandato.
Os grupos classificaram o confronto como cansativo e demonstraram insatisfação com a predominância de ataques. Embora Flávio tenha obtido percepção relativamente mais favorável, nenhum dos candidatos conseguiu conquistar de forma clara os participantes que ainda avaliavam suas opções para o segundo turno, marcado para domingo (25/10).