Ministério da Justiça identifica falhas no transporte de eleitores em oito estados
Léo Carvalho
Publicado em 25 de outubro de 2026 às 17:29 | Atualizado há 2 horas
Ministério da Justiça identificou problemas na oferta de transporte para eleitores em oito estados durante o segundo turno | Foto: Joédson Alves
O Ministério da Justiça identificou falhas na oferta de transporte para eleitores em oito estados durante o segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). O levantamento inclui Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas, Rio de Janeiro e Paraíba.
As informações são do setor de inteligência do ministério e foram obtidas pela reportagem. Segundo os dados, os registros foram reunidos a partir de informações de órgãos públicos locais, entre eles o Ministério Público Eleitoral, agências reguladoras estaduais e gestores do transporte público.
No Rio de Janeiro, a Secretaria de Segurança Pública informou que não houve ocorrências relacionadas à falta de ônibus nos municípios fluminenses.
Bahia tem pedido de prisão de secretário
Na Bahia, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) determinou que a Polícia Federal prenda o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após pedido do Partido dos Trabalhadores (PT), que apontou falta de ônibus em circulação na capital durante o dia de votação.
A Prefeitura de Salvador informou que o secretário está em Paris, na França, em missão oficial a convite do governo francês. Segundo a administração municipal, ele retorna nesta segunda-feira (26) e vai se apresentar às autoridades para prestar esclarecimentos.
Em outra medida judicial, a federação partidária também pediu a prisão em flagrante do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL). Até o momento descrito nas informações divulgadas, o pedido ainda não havia sido analisado pela Justiça.
O corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, também determinou que o TRE-BA informe sobre as ocorrências relacionadas à falta de ônibus. A ordem prevê o envio das informações à Presidência do TSE para “ciência e adoção das providências que entender cabíveis”.
Campanhas pedem mais duas horas de votação
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ampliar em duas horas o período de votação.
A equipe de Lula solicitou ao STF que a prorrogação fosse aplicada em todo o país. O ministro Cristiano Zanin foi sorteado para analisar o pedido.
Antes disso, a campanha petista já havia solicitado a extensão do horário em Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana, na Bahia, além da cidade de São Paulo.
A discussão sobre a ampliação do prazo ocorreu em meio aos relatos de problemas no transporte público e à preocupação com possíveis dificuldades de deslocamento dos eleitores até as seções eleitorais.