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Brasileiros devem gastar R$ 546 milhões no OnlyFans em 2026

Léo Carvalho

Publicado em 26 de outubro de 2026 às 13:03 | Atualizado há 1 hora

Brasil aparece na décima posição mundial em gastos estimados no OnlyFans, segundo levantamento independente | Foto: Rede social
Brasil aparece na décima posição mundial em gastos estimados no OnlyFans, segundo levantamento independente | Foto: Rede social

Os brasileiros devem movimentar cerca de R$ 546 milhões no OnlyFans em 2026, segundo projeção do OnlyGuider, buscador independente de perfis da plataforma. O valor equivale a US$ 109,7 milhões e representa um crescimento estimado de 4,3% em relação ao ano anterior.

O levantamento OnlyFans Wrapped 2026 coloca o Brasil na décima posição entre os países que mais gastam na plataforma. No continente americano, o país aparece atrás dos Estados Unidos, do Canadá e do México.

Os números fazem parte de um relatório atualizado em setembro de 2026, que considera o ano fiscal de dezembro de 2025 a novembro de 2026. Para elaborar as estimativas, o OnlyGuider afirma ter utilizado dados financeiros da Fenix International, empresa responsável pelo OnlyFans, informações sobre buscas relacionadas à marca no Google e o modelo de previsão TimesFM 3.0, desenvolvido pelo Google.

Apesar dos valores apresentados, o levantamento não representa uma prestação de contas oficial dos pagamentos realizados pelos usuários brasileiros. A plataforma não divulga publicamente uma divisão detalhada de sua receita por país. Por isso, os números divulgados pelo OnlyGuider são estimativas produzidas a partir de dados agregados e de um modelo estatístico.

A projeção aponta que os usuários de São Paulo devem movimentar US$ 11,90 milhões na plataforma em 2026, o equivalente a mais de R$ 59 milhões. O valor estimado supera o total atribuído pelo estudo ao Equador.

No Rio de Janeiro, os gastos projetados chegam a US$ 4,63 milhões, aproximadamente R$ 23 milhões.

Os dados municipais indicam a dimensão do mercado nas duas maiores cidades brasileiras, mas não permitem identificar quanto cada usuário desembolsou nem como os pagamentos se distribuem entre assinaturas, conteúdos avulsos e outras modalidades oferecidas pelos criadores.

Em escala global, o OnlyGuider estima que os gastos no OnlyFans alcancem US$ 8,56 bilhões no ano fiscal de 2026, crescimento aproximado de 10,3% em relação ao período anterior.

Os Estados Unidos concentram a maior parcela desse mercado, com previsão de US$ 5,26 bilhões. O país aparece na liderança do ranking, à frente das demais nações analisadas.

Criado em 2016, o OnlyFans permite que produtores de conteúdo cobrem pelo acesso a publicações, principalmente por meio de assinaturas, além de oferecer materiais vendidos separadamente. A plataforma ganhou notoriedade pelo conteúdo adulto, embora também reúna criadores de outras áreas.

O modelo de negócios permite diferentes formas de monetização, mas os dados públicos disponíveis não esclarecem qual modalidade representa a maior parcela dos gastos dos brasileiros.

Assim, embora a projeção coloque o Brasil entre os dez maiores mercados do OnlyFans, o valor estimado deve ser interpretado como uma aproximação, e não como um total oficial confirmado pela empresa responsável pela plataforma.


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