Política

Eduardo Bolsonaro questiona vitória de Lula e pede pressão internacional

Redação Online

Publicado em 26 de outubro de 2026 às 15:51 | Atualizado há 2 horas

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em vídeo publicado nas redes sociais no qual contesta a vitória de Lula | Foto: Reprodução/X
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em vídeo publicado nas redes sociais no qual contesta a vitória de Lula | Foto: Reprodução/X

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) divulgou, na madrugada desta segunda-feira (26/10), um vídeo em inglês nas redes sociais em que pede à comunidade internacional que não reconheça a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na gravação, ele afirma, sem apresentar provas, que houve fraude no processo eleitoral e defende o cancelamento do pleito. “Não reconheçam estas eleições. Precisamos cancelar esta eleição. Ela foi claramente fraudulenta. Mas precisamos de pressão internacional”, declarou.

Eduardo sustenta que a virada de Lula entre o primeiro e o segundo turno seria “estatisticamente impossível”. Ele cita a soma dos votos de candidatos derrotados no primeiro turno e afirma que o petista não teria como ter ampliado sua votação na proporção registrada. O ex-deputado questiona ainda a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou o horário de votação em duas horas.

O argumento de Eduardo, no entanto, não menciona o aumento no comparecimento de eleitores entre os dois turnos. A abstenção caiu de 33,4 milhões no primeiro turno para 30,5 milhões no segundo, o que significa que mais de 128,1 milhões de brasileiros votaram neste domingo, ante 125 milhões na primeira etapa. Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, uma diferença de cerca de 4,4 milhões de votos.

A Justiça Eleitoral negou as acusações e classificou a informação como falsa. O TSE esclareceu que fiscais do PL acompanharam normalmente o Teste de Integridade das Urnas e a totalização dos votos, com registros que comprovam a presença dos representantes. O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu o respeito ao resultado das urnas e afirmou que a democracia exige o reconhecimento da vontade manifestada pelos eleitores.

A publicação de Eduardo ocorre após seu irmão, Flávio Bolsonaro, afirmar que não reconhece a derrota e anunciar que pedirá a anulação da eleição. Flávio criticou a prorrogação do horário de votação, mas não citou que a própria campanha do PL também solicitou a extensão em cinco estados. Os presidentes do STF, do TSE, do Senado e da Câmara já reconheceram o resultado.


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