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AVC cresce entre jovens e exige atenção aos primeiros sintomas

Léo Carvalho

Publicado em 28 de outubro de 2026 às 12:44 | Atualizado há 2 horas

Neurologista alerta para o aumento das internações por AVC entre adultos jovens e destaca a importância da prevenção | Foto: Divulgação
Neurologista alerta para o aumento das internações por AVC entre adultos jovens e destaca a importância da prevenção | Foto: Divulgação

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), frequentemente associado ao envelhecimento, também preocupa adultos jovens. Dados do Ministério da Saúde apontam que as internações de pessoas entre 15 e 49 anos aumentaram 16,9% entre 2020 e 2025, passando de 34.896 para 40.788 registros.

O cenário reforça a importância da prevenção e do reconhecimento dos sintomas, especialmente no Dia Mundial do AVC, celebrado nesta quinta-feira (29). Segundo dados do DataSUS, o Brasil registrou nos primeiros sete meses de 2026, 50.424 mortes e 182.253 internações por AVC na rede pública.

O neurologista Iron Dangoni Filho explica que a doença pode atingir pessoas de qualquer idade, inclusive crianças e adultos jovens, embora seja mais frequente entre pessoas com mais de 60 anos.

Entre os principais sinais de alerta estão alterações repentinas na face, perda de força ou sensibilidade em um dos lados do corpo e dificuldade para falar. Também podem ocorrer perda súbita da visão, tontura intensa, desequilíbrio e dificuldade para caminhar. “Diante desses sintomas, é fundamental procurar atendimento imediatamente”, alerta o neurologista.

O aumento dos casos de AVC entre pessoas mais jovens está relacionado, segundo o especialista, a diferentes fatores, incluindo mudanças no estilo de vida, condições de saúde e predisposição genética.

Ainda de acordo com Iron Dangoni, obesidade, sedentarismo, hipertensão, diabetes, tabagismo e uso de drogas estão entre os fatores que elevam o risco de AVC. Algumas doenças cardíacas e alterações da coagulação também podem provocar episódios em pessoas jovens.

O histórico familiar merece atenção, sobretudo quando parentes próximos sofreram um AVC em idade precoce. Isso, porém, não significa que a doença seja inevitável. O controle dos fatores de risco e a adoção de hábitos saudáveis são medidas importantes para reduzir a probabilidade de ocorrência.

O neurologista ressalta que aproximadamente 80% a 90% dos episódios de AVC podem ser prevenidos. Entre as principais medidas estão controlar a pressão arterial, o diabetes e o colesterol, praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação equilibrada e evitar o tabagismo.

A prevenção também envolve acompanhamento médico e tratamento adequado de doenças que aumentam o risco cardiovascular. A atenção a esses fatores é importante mesmo entre pessoas que ainda não apresentam sintomas.

O AVC ocorre quando há uma interrupção do fluxo sanguíneo para uma região do cérebro ou quando um vaso sanguíneo cerebral se rompe. A rapidez no atendimento é fundamental para reduzir o risco de morte e de sequelas.

Segundo neurologista Iron Dangoni, nem todos os pacientes apresentam limitações permanentes após um episódio. A recuperação depende de fatores como a região cerebral atingida, a extensão da lesão e o tempo transcorrido até o início do tratamento. “Algumas pessoas se recuperam completamente, especialmente quando recebem atendimento rápido”, afirma.

Após o episódio, a investigação da causa é essencial para orientar o tratamento e prevenir novos eventos. Dependendo das necessidades de cada paciente, o acompanhamento pode incluir medicamentos, controle dos fatores de risco e reabilitação com fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

O reconhecimento dos sintomas e a busca imediata por atendimento médico continuam sendo medidas fundamentais para aumentar as chances de recuperação e reduzir as consequências da doença.


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