Política

Flávio resgata nome extinto do Brasil em carta golpista e comete erro histórico

Redação Online

Publicado em 28 de outubro de 2026 às 18:05 | Atualizado há 36 minutos

Carta divulgada por aliado de Flávio Bolsonaro apresenta inscrição “Estados Unidos do Brazil”, denominação oficial abandonada em 1967 | Foto: Reprodução
Carta divulgada por aliado de Flávio Bolsonaro apresenta inscrição “Estados Unidos do Brazil”, denominação oficial abandonada em 1967 | Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL) protagonizou mais uma controvérsia política ao divulgar uma carta na qual se apresentou como presidente eleito do Brasil, apesar da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O documento trouxe um brasão republicano antigo, com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, denominação abandonada pelo país há quase seis décadas.

A primeira versão da carta apresentou um símbolo associado aos primeiros anos da República, com referência a 15 de novembro de 1889, data da Proclamação da República. A expressão “Estados Unidos do Brazil”, com a grafia histórica da palavra Brasil, chamou atenção pela utilização de uma identidade institucional ultrapassada.

O Brasil adotou oficialmente a denominação Estados Unidos do Brasil após a queda da Monarquia. O nome permaneceu até a Constituição de 1967, que consolidou a designação República Federativa do Brasil. O brasão oficial atual também apresenta essa identificação.

O comentarista político Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, publicou inicialmente a carta com o símbolo antigo. Após a repercussão, uma nova versão circulou com o brasão atualizado. Figueiredo reconheceu o uso da imagem incorreta, mas sustentou a validade do conteúdo político do documento.

A controvérsia ultrapassou o equívoco histórico. Ao reivindicar a condição de presidente eleito, Flávio contestou o resultado das urnas e atribuiu legitimidade a uma vitória que não conquistou. A manifestação ocorreu após a eleição presidencial de domingo (25/10), vencida por Lula.

A utilização do brasão antigo provocou questionamentos sobre a elaboração da carta. Entretanto, não surgiram evidências de que a escolha do símbolo tenha representado uma decisão deliberada. A substituição posterior corrigiu a identificação oficial, mas não alterou o teor da manifestação política.


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