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Diabetes e Odontologia: Interrelações e Cuidados

Redação DM

Publicado em 15 de dezembro de 2023 às 21:07 | Atualizado há 3 anos

O diabetes é uma doença sistêmica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de glicose no sangue, resultante de falhas na secreção ou na ação da insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas. Essencial para a absorção da glicose pelas células, a insulina, quando ausente ou ineficaz, leva ao acúmulo de glicose no sangue, causando a hiperglicemia. Existem vários tipos de diabetes, como o tipo 1, tipo 2 e o gestacional, afetando mais de 8% da população brasileira.

Pacientes diabéticos têm um risco elevado de enfrentar problemas bucais devido ao descontrole glicêmico e à interferência na produção de saliva, tornando-se mais suscetíveis a infecções. Complicações como gengivite, periodontite, perda óssea e dentária são comuns, além de dificuldades na cicatrização, o que implica riscos em cirurgias e tratamentos gengivais. Assim, é primordial a escolha de um profissional odontológico responsável e atento para realizar uma anamnese e exame clínico aprofundados. Alguns pacientes já têm consciência da condição, enquanto outros desconhecem.

Sinais como aumento da acidez e viscosidade da saliva, hipoplasia, boca seca, aftas e hálito cetônico são frequentes. O odontologista deve solicitar exames laboratoriais em caso de suspeitas ou histórico familiar. Uma vez diagnosticado, o paciente deve estar sob cuidados médicos, com acompanhamento de um endocrinologista, para autorizar procedimentos odontológicos.

Um paciente é considerado “compensado” quando tem a glicemia controlada, condição necessária para procedimentos odontológicos, já que o controle da infecção bacteriana é crucial no diabetes. Durante o tratamento, o dentista deve adotar algumas precauções

Agendar sessões pela manhã, período em que a insulina tem pico de secreção;

Limitar a duração das sessões para evitar estresse e riscos de hipoglicemia;

Garantir que o paciente esteja adequadamente alimentado;

Utilizar anestésicos específicos, como mepivacaína a 3% sem vasoconstritor ou prilocaína com fenilefrina;

Estar preparado para manejar episódios de hipoglicemia, oferecendo algo açucarado ao paciente, se necessário.

Para os pacientes, é fundamental intensificar a higienização bucal diária e as visitas regulares ao dentista. Controlar o diabetes é possível, e a saúde bucal depende desse cuidado. Ao dentista cabe o papel de tratar o paciente de maneira holística, capacitando-se para reconhecer, diagnosticar e tratar os sintomas bucais associados ao diabetes.

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