Direita prepara frente para enfrentar o PT em Anápolis
Redação DM
Publicado em 16 de novembro de 2023 às 15:23 | Atualizado há 3 anosA cidade de Anápolis, terceiro maior colégio eleitoral do estado, poderá promover o terceiro turno das eleições presidenciais de 2022, com os partidos aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de um lado, e os seguidores do presidente Lula (PT) na corrida à prefeitura no pleito de 2024.
O prefeito Roberto Naves (Republicanos), que vai concluir o seu segundo mandato, atua para organizar uma frente de direita, envolvendo o Republicanos, União Brasil, Progressistas, PL, PSD, Solidariedade, PRTB e Avante, além de outras legendas, para a disputa direta com a esquerda – PT, PC do B, PSB, PSOL e Rede.
Naves tem conversado com o governador Ronaldo Caiado, presidente estadual do União Brasil, com o senador Wilder Morais, presidente do PL, e com o ex-ministro Alexandre Baldy, presidente do PP goiano para formatar uma chapa capaz de enfrentar o PT do deputado estadual Antônio Gomide.
Os partidos de direita ainda não têm nome de consenso para o embate eleitoral de 2024. O ex-deputado federal Major Vitor Hugo, sondado, rechaçou a possibilidade de concorrer à prefeitura anapolina. Ele, que concorreu ao governo de Goiás em 2022, obteve votação expressiva em Anápolis, mas tende a enfrentar as urnas, em Goiânia, para vereador.
Até agora são citados os nomes do vereador Leandro Ribeiro (PP), vereador Hélio Araújo (PL), vice-prefeito Márcio Cândido (PSD), secretária de Integração Eerizânia Freitas, reitor da UniEvangélica, Carlos Mendes.
Polarização
Roberto Naves admite a polarização entre direita e esquerda em Anápolis – ele mesmo venceu por duas vezes a disputa pela prefeitura representando o segmento liberal-conservador. Ele reconhece que o ex-presidente Jair Bolsonaro exerce forte liderança na cidade, principalmente junto ao eleitorado evangélico, empresarial, profissionais liberais e juventude.
Na outra ponta, está o PT de Lula da Silva, que deverá estar representado nas eleições do ano que vem pelo deputado estadual Antônio Gomide. O petista já foi prefeito por dois mandatos, mas perdeu para Roberto Naves as eleições em 2020. Além do PT, Gomide deverá contar com o apoio do PC do B, PSOL, PSB e Rede.
O deputado estadual Coronel Adailton (Solidariedade), que já pertenceu ao PP e PRTB, também integra o movimento de direita para a escolha de nome competitivo para a disputa com a esquerda. Ele acredita que até as convenções partidárias – 20 de julho a 5 de agosto de 2024 – vai surgir um candidato com densidade eleitoral para enfrentar o PT na cidade.
Coronel Adailton elogia a posição do prefeito Roberto Naves de buscar a união dos partidos de direita para a disputa eleitoral do ano que vem. “Naves tem força político-eleitoral, é o gestor da cidade, presidente o Republicanos, tem influência e liderança política”.
Ex-deputado federal Major Vitor Hugo (PL), que descartou a candidatura à prefeitura de Anápolis, é de opinião, que os partidos de direita (conservadores) têm prazo até julho para convergir em torno de um candidato capaz de vencer o PT nas eleições do ano que vem.
Major Vitor Hugo reconhece que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o governador Ronaldo Caiado exercem forte influência junto ao eleitorado anapolino, que fortalece a candidatura da direita à prefeitura.
Terceira via
O MDB, comandado em Anápolis pelo deputado federal em exercício Márcio Corrêa, não se alinha aos partidos de direita nem às legendas de esquerda, se posicionando no espectro de centro na política brasileira. Márcio Corrêa ficou em terceiro lugar na corrida à prefeitura em 2020.
Para 2020, o MDB deverá se manter na mesma posição, como terceira via no processo eleitoral da cidade, com o lançamento novamente da candidatura de Márcio Corrêa. O MDB anapolino não tem proximidade com a gestão do prefeito Roberto Naves, o que dificulta o diálogo com as forças de direita.
O governador Ronaldo Caiado ainda não se posicionou sobre a sucessão em Anápolis, o que deverá fazê-lo somente em março próximo, após ouvir o prefeito Roberto Naves, dirigentes do União Brasil e aliados de outros partidos.
O vice-governador Daniel Vilela, presidente estadual do MDB, tem buscado um canal de entendimento entre o prefeito Roberto Naves e o deputado Márcio Corrêa, o que não foi possível até agora.
O senador Wilder Morais avisou ao governador Ronaldo Caiado e ao prefeito Roberto Naves que o PL bolsonarista tem interesse em participar de uma frente na disputa direta com o PT em Anápolis ao pleito do ano que vem.
Anápolis, uma das cidades mais emblemáticas de Goiás, costuma definir as eleições apenas na reta final, normalmente no segundo turno. Vários candidatos começaram as eleições atrás nas pesquisas eleitorais, mas viraram o jogo, após participação em debates e na programação da propaganda política de rádio e televisão.
Jânio Darrot e Ana Paula: diálogo sobre união da base em Goiânia
A advogada e empresária Ana Paula Rezende (MDB) recebeu na tarde desta terça-feira (14/11), em seu escritório em Goiânia, o seu correligionário e ex-prefeito de Trindade por dois mandatos, Jânio Darrot.
O encontro ocorre em meio à repercussão da entrevista da emedebista ao jornal Tribuna do Planalto, no qual a filha de Iris Rezende admitiu a possibilidade de integrar a chapa majoritária da base governista à prefeitura de Goiânia no ano que vem, na condição de vice.
Não obstante às especulações, Ana Paula diz que a conversa girou em torno da história do seu pai. “Fiquei honrada com a visita do ex-prefeito de Trindade Jânio Darrot. Relembramos histórias do meu pai, a quem o ex-prefeito sempre demonstrou muito respeito e admiração. Falamos dos exemplos deixados por ele e da felicidade de quem pode usufruir de seus ensinamentos”, divulgou Ana Paula.
O próprio Jânio tem considerado a hipótese de disputar, e disse à coluna Giro desta terça-feira (14/11) que o nome de Ana Paula para a vice é o melhor cenário que ele poderia prever. “Se eu for candidato lá na frente, é o melhor cenário que eu poderia imaginar. Ela é preparada, tem uma vivência muito grande com administração pública. Mesmo não tendo exercido cargo público, sempre acompanhou o pai”, argumenta.
Nome para vice
Ana Paula não descarta uma possível candidatura a vice-prefeita se, de acordo com ela, a chapa for encabeçada por um candidato que tenha os mesmos princípios que ela defende. “Eu estou naquela fase de analisar, conversar, ouvir, trocar ideias”, reforça. Sobre Jânio Darrot, Ana Paula já disse outras vezes.
que sempre teve uma boa impressão do ex-prefeito, o qual, segundo ela, sempre tratou com muita deferência o seu pai.