“Lula será o maior cabo eleitoral nas eleições de 2024”
Redação DM
Publicado em 7 de novembro de 2023 às 14:30 | Atualizado há 3 anosA vereadora Kátia Maria, presidente do PT de Goiás, tem percorrido os 246 municípios goianos para preparar o partido às eleições de 2024, estimulando o lançamento de nomes para prefeito e vereador.
Em entrevista ao Diário da Manhã, a dirigente manifesta otimismo sobre a reeleição dos prefeitos do PT – Cidade de Goiás, Itpuranga e Professor Jamil, destaca as pré-candidaturas de Adriana Accorsi, em Goiânia, e de Antônio Gomide, em Anápolis.
Kátia Maria, que é professora de carreira, não esconde o seu entusiasmo com volta de Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto. “O companheiro Lula será o principal cabo eleitoral nas eleições municipais de 2024 em todo o país. Ela espera contar com Lula na campanha em Goiás.
A íntegra da entrevista:
O PT conta atualmente com apenas três prefeitos (Goiás, Itapuranga e Professor Jamil) no estado e de cidades pequenas. Quais as expectativas do partido para as eleições municipais do ano que vem? Quantos prefeitos o partido pretende eleger em 2024?
O Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras é o partido que, junto com os aliados, governa o Brasil pela quinta vez. Goiânia já nos deu a oportunidade de governar por três vezes, governamos Anápolis por dois mandatos e várias cidades no interior. Governar Goiás, patrimônio histórico da humanidade, Itapuranga que tem um histórico de luta pela agricultura familiar e Professor Jamil que se desenvolve as margens da BR-153 é uma honra para o PT. Trabalhamos para ampliar a presença do partido no Poder Executivo, mas, principalmente para garantir ampla representação nas Câmaras Municipais.
Nas cidades onde o PT de Goiás governa atualmente, Goiás, Itapuranga e Professor Jamil, as perspectivas de reeleição são boas?
O prefeito da Cidade de Goiás, Aderson Gouvea faz uma gestão democrática e popular, que fomenta o turismo, deu atenção especial aos moradores, aqueles que vivem a cidade todos os dias e recebe gente do mundo inteiro de forma muito hospitaleira. Criou o Banco Popular Solidário com o Vale-Feira, que gera trabalho e renda, fortalece a agricultura familiar e a segurança alimentar da população que mais precisa, com produtos produzidos no próprio município, tornando exemplo para vários municípios. O prefeito Paulinho Imila, de Itapuranga, criou o Cartão Xixá, que promove a economia solidária e combate a fome, Cimentando a Liberdade, que usa a mão de obra dos reeducandos internos da Agência Prisional para a produção e instalação de bloquetes na pavimentação da cidade. Ney Novais, de Professor Jamil é o prefeito mais democrático e acessível que eu conheço. Está à disposição da população 24h por dia, faz um governo que promove o desenvolvimento do município, que foi beneficiado com a praça de pedágio na BR-153, que incrementou a arrecadação do município. Não existe eleição ganha, mas temos reais condições de reeleger os três prefeitos.
O Governo Federal e o presidente Lula, principalmente, irão participar das eleições em Goiás? Ele subirá em palanques aqui no Estado?
– Governar o Brasil num momento de crise tão severa como essa que o país atravessa, demanda muito esforço do Presidente Lula, que tem que rearticular a política externa para fortalecer a democracia, resgatar a credibilidade do Brasil e abrir mercado exterior. Internamente, estamos reconstruindo o país, retomamos o Bolsa Família, Farmácia Popular, o Mais Médicos, os investimentos na educação, na saúde, na cultura e assistência social, a retoma das obras de infraestrutura, em que Goiás também tem sido contemplado. Se o presidente Lula conseguir participar presencialmente do processo eleitoral em Goiás, será uma honra e fortalecerá ainda mais nosso projeto para o estado.
Até que ponto a presença de Lula ajuda num estado que tem a maioria dos eleitores bolsonaristas?
– A maioria dos bolsonaristas não é tão grande assim no Estado, o presidente Lula teve 40% dos votos, ampliamos a votação em relação as eleições de 2018, Goiás deu a maior votação para ele no Centro Oeste, dobramos nossa bancada de deputados federais, ampliamos a bancada estadual e nos preparamos para crescer nas eleições municipais também. Quando eu assumi a presidência do PT em 2017, o partido tinha 98 diretórios, hoje estamos em mais de 220 cidades. O presidente Lula abre portas, fortalece nossas candidaturas e será o maior cabo eleitoral nas eleições 2024. Tem muita gente querendo ser do Time do Lula, temos recebido diversos pedidos de filiações de pessoas interessadas nas eleições municipais.
Em Goiânia e Anápolis, o partido caminha para ter candidatura própria. Os nomes de Adriana Accorsi e Antônio Gomide são os prováveis pré-candidatos? Quando será definido?
– O PT é um partido muito democrático, que toma suas decisões de forma partilhada com seus filiados. Mas o cenário de 2024 nos aponta para acelerar essas definições. Em Anápolis, participei das atividades da direção municipal que já trabalha o nome do deputado estadual Antônio Gomide, que lidera todas as pesquisas. Em Goiânia, os três nomes que estavam colocados são extremamente expressivos, como o ex-reitor da UFG – Edward Madureira, o deputado estadual Mauro Rubem e a deputada federal Adriana Accorsi, qualquer um representaria bem o partido. Mas também de forma muito madura, construímos o consenso no nome da Delegada Adriana, que foi a candidata em 2020 e traz o acúmulo do projeto para 2024. Nossa tarefa agora é fazer esse debate na Federação Brasil da Esperança, composta pelo PT, PCdoB e PV.
Além dessas, em quais outras grandes cidades o PT deve ter candidato? Aparecida? Rio Verde? Entorno? O partido tem nomes competitivos para apresentar? Pode citar alguns?
– O Partido realizou em outubro as Plenárias Municipais que discutiram o cenário de cada cidade para apontar os possíveis caminhos para as eleições 2024. Cada direção deve nos comunicar sobre esses apontamentos e a partir disso iremos discutir município por município, definindo a melhor estratégia eleitoral para cada cidade. Nossa orientação principal é formar primeiro a chapa proporcional, com bastante representatividade, com candidatos e candidatas que represente os diversos segmentos da sociedade. Até as convenções, devemos esforçar para ampliar o diálogo para fortalecer as alianças majoritárias e a chapa proporcional.
Goiânia já foi administrada pelo PT em outras ocasiões e algumas administrações são bem criticadas, principalmente a última, do Paulo Garcia. Como desfazer essa imagem e convencer o eleitor de que o partido é capaz de fazer uma boa administração na capital?
– Tenho andado Goiânia, conversado com muitas pessoas. Como vereadora, temos feito um trabalho muito próximo da comunidade. Nosso projeto Abrace o Meia Ponte e o Viva o Centro se tornaram uma referência para a Capital. O que tenho percebido é uma grande abertura de dialogar com a população. Goiânia está suja, muitos problemas na educação, na saúde, na assistência social. Uma administração que bate cabeça enquanto o povo clama por serviços básicos. O sentimento é que tem muita gente com saudade do Partido dos Trabalhadores e Trabalhadoras, que investiu fortemente na construção de CMEIS para garantir a educação infantil, construiu hospital, UPA, UBSs, foi referência na política de mobilidade urbana e ambiental.
Por fim, suas considerações finais sobre as eleições de 2024.
– Goiânia passa por uma crise de gestão e a população é a que mais sofre com a falta de atendimento na saúde, educação, a limpeza urbana, a crise climática e as adaptações tão necessárias. Nas eleições 2024, o voto pode fortalecer as políticas para as mulheres, nossas juventudes, nossas crianças, as pessoas idosas, pessoas com deficiência, mas também, é por meio do voto que pode manter a cidade nessa crise. Ter consciência política é uma das necessidades mais prementes. Queremos que a verdade seja mais forte que as fake news. Que o Gabinete do Amor seja mais efetivo que o do ódio. Que Goiânia seja uma cidade inclusiva, democrática, que todas as pessoas tenham oportunidades, e sobretudo, que sejam felizes.