Mundo pede paz no Oriente Médio
Redação DM
Publicado em 21 de outubro de 2023 às 12:55 | Atualizado há 8 meses
Protestos pregando paz estão ocorrendo em todo o mundo, pautados no direito internacional, nos direitos humanos, na inocência de civis, nas tratativas institucionais legais, nos diálogos governamentais, na preservação da paz.
Israel e palestinos nada ganham se enfrentado no Oriente Médio, ainda mais com a prática de crimes de guerra. Essa unanimidade predomina nos continentes.
Em uma das sucessivas iniciativas em defesa da paz na Faixa de Gaza, neste sábado, 20, cúpula convocada pelo Egito discute a crise humanitária provocada pelo conflito. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi designado para representar o Brasil na reunião, no Cairo, antecipando que a diplomacia brasileira apresentaria a mensagem de ter surgido o momento de se tomar medidas de ajuda humanitária para aliviar o sofrimento do povo de Gaza.
“Não é possível mais que continue com uma carência absoluta de todos os víveres, de todos os bens de primeira necessidade, até de água. Precisamos discutir essa questão antes que a situação se transforme num problema humanitário de maior volume ainda”, comentou, também enfatizando: “A expectativa é que se crie uma consciência de que é chegado o momento de pôr um ponto final a esse derramamento de sangue e a essa guerra que, no fundo, afeta todo mundo”.
Na defesa de paz total, a Organização das Nações Unidas (ONU) tem ouvido ponderações de diversos e pede que acordos viabilizem urgente cessar fogo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) condenou a ordem de evacuação determinada por Israel, esclarecendo que forçar pacientes de hospital a se deslocarem seria sentença de morte.
Dia 18, manifestação na capital do Rio Grande do Sul, foi promovida pela Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal, presidida por Ualid Rabah), coordenada pelo vereador Pedro Ruas (PSOL) e pela deputada estadual Laura Sito (PT), apoiados por movimentos sociais e outras representações. Em auditório lotado do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), com muitas pessoas ficando do lado de fora, o Ato pela paz! Dar voz à Palestina percorreu, em seguida, ruas da capital gaúcha. No Brasil, é o Estado que mais possui palestinos e descendentes. Comentando que as manifestações de apoio à Faixa de Gaza ocorrem em muitas cidades do mundo, Rabah citou o exemplo de Londres, na Inglaterra: “Teve aquilo que provavelmente pode ter sido a maior concentração e manifestação da história da cidade, depois das manifestações pós-Segunda Guerra Mundial”, uma referência aos atos pedindo paz, realizados quatro dias em todo o Reino Unido.
Retirada
Em informações desta manhã da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, grupo de cerca de 30 brasileiros e familiares diretos que aguardam retirada da Faixa de Gaza segue abrigado em Khan Younis e Rafah, localidades vizinhas da fronteira com o Egito. Através do Escritório de Representação do Brasil em Ramala (cidade palestina situada na parte central da Cisjordânia), o governo brasileiro tem contato permanente com os nacionais, aos quais vem provendo informações e itens de primeira necessidade. Veículos contratados pelo Itamaraty seguem de prontidão, aguardando a abertura da passagem de Rafah.
O Brasil continua reiterando gestões, em alto nível, com vistas a viabilizar a entrada dos brasileiros no Egito. Aeronave utilizada pela Presidência da República continua no Cairo, aguardando autorização para resgatar os brasileiros procedentes da Faixa de Gaza.
Mapa do local da guerra no Oriente Médio. Imagem: BBC Brasil