Política

Parlamentares querem disputar mandatos de prefeito

Redação DM

Publicado em 29 de setembro de 2023 às 15:27 | Atualizado há 3 anos

A pouco mais de um ano das eleições de 2024, os partidos políticos em Goiás e, principalmente parlamentares, começam a viabilizar projetos eleitorais e preencher “espaços vazios na política”, neste momento, das pré-candidaturas.

Dos três senadores goianos, o único que vai enfrentar as urnas ano que vem é Vanderlan Cardoso (PSD), que pretende concorrer à prefeitura de Goiânia pela terceira vez.

Dos 17 deputados federais, cinco devem disputar o Paço Municipal: Adriana Accorsi (PT) e Gustavo Gayer (PL). Já Professor Alcides (PL) e Glaustin da Fokus (Podemos) estão de olho na prefeitura de Aparecida de Goiânia. Lêda Borges (PSDB) pensa em concorrer em Valparaiso de Goiás, cidade onde já foi prefeita.

Deputados estaduais

Dos 41 deputados estaduais, 30% podem concorrer aos executivos municipais, já que preferem a esfera de poder que permite realizar obras e resgatar os compromissos que assumem com as comunidades locais.

Em Goiânia, estão cotados os deputados Adriana Accorsi (PT) e Bruno Peixoto (União Brasil).

Em Anápolis, as opções são Antônio Gomide (PT) e Amilton Filho (MDB).

Em Inhumas, a opção do MDB deverá ser Lucas Calil.

Em Catalão, o tucano Gustavo Sebba deverá concorrer novamente à prefeitura.

Em Itumbiara, Gugu Nader (Agir) deverá disputar o executivo novamente. Ele já foi vice-prefeito da cidade.

Em Rio Verde, Karlos Cabral, do PSB, prepara-se para o embate eleitoral.

Em Trindade, o deputado George Morais (PDT) admite entrar na disputa. Ele já foi prefeito por dois mandatos. Amauri Ribeiro (União Brasil) também poderá entrar no páreo.

Em Goianésia, Renato de Castro será a aposta do União Brasil. Ele foi prefeito da cidade.

Em Quirinópolis, Paulo Cezar Martins (PL) vai enfrentar as urnas em outubro de 2024.

Em Valparaiso de Goiás, Zeli Fritsche poderá ser a opção do União Brasil.

Em Mineiros, Rosângela Rezende (Agir) está disposta a enfrentar as urnas.

Geopolítica

O União Brasil, partido presidido em Goiás pelo governador Ronaldo Caiado, busca a hegemonia na eleição das 246 prefeituras do estado e, por isso, atua pelo lançamento de nomes competitivos, entre eles deputados estaduais. A meta do UB é a eleição de 70 prefeitos.

O MDB, presidido pelo vice-governador Daniel Vilela, trabalha pelo protagonismo eleitoral, na tentativa de eleger pelo menos 50 prefeitos.

Os demais partidos que gravitam em torno do Palácio das Esmeraldas, como o PSD, PDT, PP, Republicanos, Solidariedade e Avante, também contam com candidaturas de parlamentares para recuperar espaços de poder junto às prefeituras do estado.

Para as legendas, vitórias de parlamentares em prefeituras significam gerir grandes orçamentos e, além disso, continuar com presença no Poder Legislativo Estadual por meio dos suplentes, que podem se tornar novas lideranças partidárias. Por exemplo, a meta do MDB para 2024, será reconquistar o poder em vários municípios.

O PT, que tem apenas três prefeitos em Goiás, quer mudar o cenário nas eleições do ano que vem. E espera vencer em duas grandes cidades: Goiânia com Adriana Accorsi, e Anápolis, com Antônio Gomide. Como trunfo, os petistas vão explorar o respaldo do governo Lula.

Na Assembleia Legislativa, é grande a movimentação dos suplentes, já que esperam a eleição dos parlamentares-titulares para ser efetivados nos cargos a partir de janeiro de 2025. Assim, a composição do Legislativo estadual poderá ser alterada de forma efetiva.

O governador Ronaldo Caiado ainda não deflagrou o processo sucessório na base aliada, o que deverá fazer apenas a partir de janeiro de 2024. Além lá, os partidos governistas vão estimularas pré-candidaturas, inclusive de deputados federais e estaduais, sem qualquer definição antecipada.

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