Política

Retrospectiva 2023: fatos que marcaram a política goiana

Redação DM

Publicado em 29 de dezembro de 2023 às 13:44 | Atualizado há 3 anos

A reportagem do Diário da Manhã fez levantamento sobre os fatos que marcaram a vida política de Goiás no ano de 2023, com destaque para a posse de Ronaldo Caiado (União Brasil) para o segundo mandato de governador e também do deputado estadual Bruno Peixoto (União Brasil) como presidente da Assembleia Legislativa.

Mesmo em repouso relativo, em São Paulo (SP), por recomendação médica após passar por uma cirurgia de revascularização do miocárdio, Ronaldo Caiado participou, dia 1 de janeiro, da cerimônia de posse, de forma remota, para o segundo mandato de governador de Goiás. A sessão solene marcou o início da nova gestão, que segue até 5 de janeiro de 2027, nova data estabelecida, após emenda à constituição, para posse dos governadores.

Com oito mandatos em sua carreira, entre Câmara dos Deputados, Senado Federal e Palácio das Esmeraldas, Caiado garantiu 51,81% dos votos válidos e reeleição em primeiro turno, fato inédito na história das disputas pelo governo do Estado de Goiás.

Caiado, de 73 anos, natural de Anápolis e médico ortopedista, foi diplomado governador reeleito em 19 de dezembro também remotamente.

O governador Ronaldo Caiado também anunciou a sua decisão de colocar o nome à disposição do União Brasil para concorrer à Presidência da República em 2026. Em 1989, Caiado concorreu ao Planalto, aos 36 anos de idade, ao lado de Fernando Collor, Lula, Mário Covas, Leonel Brizola, Roberto Freire e outros.

Marcou também o ano de 2023 a presença de Ronaldo Caiado no encontro dos governadores com o presidente Lula, no Palácio do Planalto, em apoio à democracia e ao estado de direito no País, após os atos de vandalismo ocorridos em 8 de janeiro em Brasília.

Peixoto reeleito

Reconhecido pela sua forte atuação municipalista, espírito democrático e pela constante vontade de promover o bem público, o deputado estadual Bruno Peixoto (União Brasil), campeão nas urnas do pleito eleitoral de 2022 com mais de 73 mil votos, foi eleito em 1º de fevereiro, por unanimidade, presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para o primeiro biênio da 20ª Legislatura. A eleição da nova Mesa Diretora da Casa aconteceu logo após a solenidade de posse dos 41 novos parlamentares.

O deputado estadual Bruno Peixoto (MDB) foi reconduzido à presidência da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) no segundo biênio da 20ª Legislatura, que se iniciará em 2025, por força da eleição realizada em maio,, quando foi reeleito dentro da chapa vencedora por unanimidade. No escrutínio nominal, que teve lugar no Plenário Maguito Vilela, uma nova Mesa Diretora também foi eleita com os votos de todos os 41 deputados da Casa de Leis. A eleição antecipada foi possível graças à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 219/23, de autoria do deputado Paulo Cezar Martins (PL) aprovada no início de abril deste ano.

Desembargador

Em um julgamento do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), o desembargador Adriano Roberto Linhares Camargo defendeu a extinção da Polícia Militar goiana por “abusos e excessos” em abordagens. As declarações revoltaram o governador Ronaldo Caiado (União-GO), que chamou o magistrado de “inconsequente” e defendeu um processo de impeachment contra Camargo. O desembargador, em vídeo, reconheceu o erro ao fazer críticas à PM de Goiás.

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) suspendeu o desembargador Adriano Roberto Linhares Camargo do exercício do cargo após ele defender o fim da Polícia Militar. O ministro Luís Felipe Salomão, Corregedor Nacional de Justiça, concedeu uma liminar para suspender o afastamento do desembargador Adriano Roberto Linhares Camargo, que pediu a desmilitarização da Polícia Militar durante uma sessão de julgamento do Tribunal de Justiça de Goiás.

Acampamentos

O acampamento bolsonarista que estava montado em frente ao quartel do Exército em Goiânia foi desmobilizado dia 9 de janeiro, Imagens de TV mostraram militares carregando grades de madeira e colchões que ficavam sob as tendas. A desmobilização aconteceu após atos golpistas feitos por bolsonaristas radicais em Brasília.

O acampamento que fica em frente à Base Aérea do Exército em Anápolis também foi desmobilizado após a determinação do Supremo Tribunal federal (STF).

Amauri Ribeiro

O deputado estadual de Goiás Amauri Ribeiro (União) disse durante sessão na Assembleia Legislativa do estado (Alego), que deveria estar preso por ajudar e financiar os acampamentos montados em frente a quartéis do Exército após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em sua fala, o parlamentar comparou sua situação à do coronel Benito Franco, da Polícia Militar de Goiás, preso em 18 de abril durante a Operação Lesa Pátria da Polícia Federal (PF), que investiga os atos criminosos do dia 8 de janeiro. Franco já era investigado pela própria PM por ter divulgado nas redes sociais um vídeo em que afirmava que Lula “não tomaria posse no dia 1º de janeiro”.

Amauri Ribeiro declarou que ajudou nos acampamentos levando comida, água e que, inclusive, contribuiu com dinheiro. Disse também que teria ficado na porta dos quartéis por ser “patriota”.

A Polícia Federal fez uma operação em Goiás para cumprir mandados de busca e apreensão contra o deputado estadual Amauri Ribeiro, suspeito (União Brasil) de envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, em Brasília. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Goiânia e Piracanjuba.

Gustavo Mendanha

O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PRD), que concorreu ao governo de Goiás, anunciou aliança política com o seu ex-adversário, o governador Ronaldo Caiado e confirmou retorno ao MDB do vice-governador Daniel Vilela.

O deputado Amauri Ribeiro (União Brasil) foi protagonista na Assembleia Legislativa ao fazer ataques aos deputados do PT e também teve busca e apreensão, por parte da Polícia Federal após revelar que contribuiu com a organização dos acampamentos de bolsonaristas em frente ao quartel do Exército, em Goiânia.

A Assembleia Legislativa entregou título de cidadania ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em iniciativa do deputado Fred Rodrigues (DC).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato do deputado estadual Fred Rodrigues (DC) por não prestação de contas em relação à campanha eleitoral de 2020. Feita a recontagem de votos pelo TRE-GO, o suplente Cristovão Tormin (PRD) vai ser empossado na cadeira da Alego.

Marconi Perillo

O PSDB elegeu ex-governador de Goiás Marconi Perillo como o novo presidente do partido. A definição ocorreu para a escolha dos integrantes da Executiva Nacional do partido. O novo comando foi escolhido após uma decisão judicial que retirou o governador gaúcho Eduardo Leite da presidência da sigla, que ele tinha assumido no último mês de fevereiro.

Uma das preocupações do partido foi em relação à perda do tamanho da sigla após o resultado das eleições de 2024.

Marconi Perillo foi governador de Goiás por duas vezes: entre 1999 e 2006 e depois entre 2011 e 2018. No intervalo entre os mandatos, foi senador pelo estado. No início da carreira política, foi deputado estadual e depois deputado federal, antes de assumir o governo goiano. Perdeu duas eleições consecutivas para o Senado (2018 e 2022).

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