Lula vai encontrar Zelenski durante Assembleia da ONU
Redação DM
Publicado em 19 de setembro de 2023 às 15:12 | Atualizado há 3 anosO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai se encontrar com o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, na quarta-feira, 20, em Nova York. A reunião vai ocorrer por volta das 16h (horário de Brasília) no hotel do petista.
O encontro acontece quatro meses após o polêmico desencontro entre os dois líderes às margens da cúpula do G-7, em Hiroshima, e depois de Lula dizer repetidas vezes que a Ucrânia também tinha responsabilidade na invasão da Rússia, e defender que os ucranianos deveriam abrir mão de território ocupado por Vladimir Putin para chegar a um acordo que colocassem fim à guerra.
Lula e Zelenski estão em Nova York, nos Estados Unidos, por ocasião da abertura da Assembleia-Geral da ONU. O governo brasileiro havia oferecido duas opções de data para o ucraniano, que nesta segunda-feira, 18, confirmou sua participação.
Este será o primeiro encontro presencial entre os dois mandatários, que estiveram presentes na cúpula do G-7, em Hiroshima, no Japão, durante o mês de maio, mas não conseguiram se encontrar por conta de incompatibilidade de agendas, deixando um clima negativo entre os dois países com direito a versões distintas sobre o porquê a reunião entre os dois não havia ocorrido.
Lula afirmou que Zelenski não compareceu no horário marcado a reunião. De acordo com o petista, ele aguardou Zelenski em seu hotel, mas a equipe do ucraniano alegou que ele estava atrasado. “Simplesmente foi isso que aconteceu”, disse.
Brasileiro se coloca como mediador do conflito bélico
Desde o início de seu mandato, Lula tem feito diversas declarações sobre a guerra na Ucrânia, se colocando como um possível mediador entre Kiev e Moscou. Contudo, o presidente tem sido criticado por declarações consideradas favoráveis a Rússia.
Lula chegou a declarar em janeiro, durante a visita do chanceler alemão Olaf Scholz ao Brasil, que a Rússia estava errada em invadir a Ucrânia, mas também sinalizou para culpa do próprio país invadido. “Continuo achando que quando um não quer, dois não brigam”, afirmou. Em maio, ao participar do G-7, no entanto, Lula disse que condenava a violação da integridade territorial da Ucrânia.O presidente brasileiro já falou na formação de um clube de nações pela paz, cessar-fogo para discutir um acordo e na necessidade de ambos presidentes em guerra, Vladimir Putin e Volodmir Zelenski, estarem dispostos a ceder exigências.
Após a repercussão das declarações de Lula, a Ucrânia chegou a convidar o presidente brasileiro para visitar Kiev.
Durante a participação de Lula na cúpula do G-20, na Índia, durante os dias 9 e 10 de setembro, o presidente brasileiro afirmou que Putin poderia viajar ao Brasil para participar da próxima cúpula do bloco, que será realizada no Rio de Janeiro em novembro do ano que vem. Contudo, Putin tem um mandado de prisão emitido pelo TPI, e o Brasil, por ser signatário do tribunal, teria a obrigação de prender o presidente russo.