Melhora a avaliação sobre política econômica de Lula
Redação DM
Publicado em 13 de julho de 2023 às 15:37 | Atualizado há 3 anosPara 47% do mercado financeiro brasileiro, a economia sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está caminhando na direção correta, enquanto 53% avaliam que ela está sendo guiada de maneira errada.
Em maio, 10% dos entrevistados acreditavam que a condução estava no caminho certo, enquanto 90% discordavam dos rumos.
Os dados fazem parte da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (12), que acompanha a avaliação das pessoas em relação a diversos temas no governo Lula.
Foram feitas 94 entrevistas com gestores, economistas, analistas e tomadores de decisão das maiores casas de investimento de São Paulo e Rio de Janeiro entre os dias 6 e 10 de julho.
Melhora em 12 meses
A pesquisa também mostrou que 53% dos entrevistados acreditam que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses, enquanto 21% acham que a situação ficará pior e 26% afirmam que o cenário se manterá do mesmo jeito.
Em maio, 13% dos participantes do mercado acreditavam que o futuro seria melhor, enquanto 61% afirmavam ver a depreciação do quadro e 26% não acreditavam em mudanças para positivo ou negativo.
A proporção do mercado financeiro que avalia positivamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saltou de 2% em maio para 20% em julho, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 12. No período, a avaliação negativa sobre o governo caiu de 86% para 44%, e a avaliação regular subiu de 12% para 36%.
Fernando Haddad
A mudança foi mais evidente na avaliação positiva sobre o trabalho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que disparou de 26% em maio para 65% em julho. A proporção dos que consideram o trabalho de Haddad negativo passou de 37% para 11%, enquanto os que dão avaliação regular ao ministro diminuíram de 37% para 24%.
Para 23% dos entrevistados, o fortalecimento de Haddad é o principal fator por trás da última rodada de melhora dos ativos domésticos – atrás apenas do movimento dos mercados internacionais, citado por 32%. Mais 20% mencionaram a atuação do Congresso e outros 20%, a atuação do Banco Central. Apenas 3% citaram medidas do governo Lula como razão para o desempenho.
Investimentos externos
Segundo o levantamento da Genial/Quaest, 54% dos entrevistados afirmam que os investimentos externos no Brasil irão aumentar nos próximos meses. Em maio, o cenário era visto por 26%. Outros 7% acreditam que o aporte internacional diminuirá, contra 23% em maio. Já para 39%, o cenário se manterá igual. Em maio, a parcela que acreditava na manutenção do quadro era de 51%.