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Programa Desenrola Brasil, faz acordo com Febraban

Redação DM

Publicado em 10 de junho de 2023 às 18:08 | Atualizado há 3 anos

    O atual presidente da república pediu auxílio a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), para que os bancos privados também possa aderir o programa (Desenrola Brasil) que tem como objetivo diminuir o endividamento das famílias. Os bancos privados dizem que estão dispostos a adesão do programa. O governo já assinou a Medida Provisória (MP) que trata do assunto, mas o Ministério da Fazenda informou que a regulamentação do programa ainda está sendo concluída.

A Febraban disse em nota que” Quando entrar em operação, os  bancos darão sua contribuição para que o Desenrola reduza o número de negativados e ajude milhões de cidadãos a diminuírem suas dívidas”.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a intenção é perdoar dívidas de até 100 reais, e que os bancos terão mais duas modalidades de financiamentos dessas inadimplências: na faixa 1- para dívidas até R$ 5.000,00 o devedor que ganha até dois salários mínimos que é o que equivale a R$ 2.640,00 e pendencias até 31-12-2022 (último dia do mandato do ex-presidente) e contar com o aval tesouro por meio do Fundo de garantia de operações (FGO). Na faixa 2- o devedor não tem limites para as dívidas, em contrapartida não contam com o FGO, mas o governo disse que daria incentivo aos bancos para que eles aumentem a oferta de créditos.

Segundo o governo o Desenrola deve atender em média 70 milhões de devedores. Segundo a educadora financeira Cintia Senna diz que “não serão todas as dívidas que farão parte desse movimento, assim eu tenho que entender quais as dívidas eu tenho hoje. Se for possível já entrar em contato com o meu credor para entender quais são as possibilidades  de uma negociação de uma acordo, não vou tomar nenhuma iniciativa ainda, mas eu já tenho uma informação, até porque quando essa informação for lá eu posso verificar se o programa para mim oferecido me traga alguma vantagem”.

 A economista Mariana Almeida disse que devido a taxa de juros muito elevada, as famílias terem que fazer esses empréstimos e financiamentos nos momentos mais difíceis da vida é que aumentam os inadimplentes, e por fim famílias que não podem fazer nenhum tipo de investimentos para que a economia possa girar.

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