Frente Parlamentar da Chapada faz audiência em Alto Paraíso
Redação DM
Publicado em 1 de junho de 2023 às 14:15 | Atualizado há 3 anos
Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Chapada dos Veadeiros, o deputado estadual Antônio Gomide (PT) atendeu manifestação de entidades ambientalistas da região da Chapada e do Território Kalunga no sentido de realizar audiência pública na em Alto Paraíso, no próximo domingo, 4. O evento será realizado a partir das 9h30 no auditório do Centro de Estudos Avançados do Cerrado da UnB (Universidade Nacional de Brasília), no Setor Planalto, em Alto Paraíso.
A audiência vai debater junto com os deputados estaduais, prefeitos, vereadores, ambientalistas e as autoridades municipais, os problemas e as alternativas sociais, ambientais e econômicas para o desenvolvimento sustentável dos municípios da Chapada dos Veadeiros
A Frente da Chapada conta com oito deputados. Além de Gomide compõe a frente os deputados Amilton Filho (MDB), Cairo Salim (PSD), Clécio Alves (Republicanos), Coronel Adailton (Solidariedade), José Machado (PSDB), Lucas Calil (MDB), Paulo Cezar (PL), Talles Barreto (UB) e Renato Machado (UB).
A região da Chapada dos Veadeiros e o Território Kalunga tem sido vítimas de várias agressões ambientais promovidas por fazendeiros, grileiros que tentam avançar a sojicultora em áreas do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, e atividades de pecuária no Território Kalunga.
Justiça
Em 15 de maio, a Justiça Federal ordenou que o governo de Goiás e a União cumpram, em até 30 dias, a reintegração de posse “de todas as áreas esbulhadas/invadidas no interior” do Território Quilombola Kalunga (TQK), às voltas do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Em extensão, trata-se do maior quilombo do país, além do primeiro território reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como área conservada graças a povos tradicionais no Brasil.
A decisão do juiz federal substituto Thadeu José Piragibe Afonso, da Subseção Judiciária de Formosa (GO), determina que todos os invasores têm dez dias para saírem voluntariamente da área, com mais de 260 mil hectares em pleno Cerrado entre Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre de Goiás – municípios no nordeste do estado, próximo à divisa com Tocantins.