“Todas as pessoas que em 8/1 tentaram dar golpe serão presas”
Redação DM
Publicado em 2 de maio de 2023 às 14:55 | Atualizado há 3 anos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 1, que todas as pessoas que “tentaram dar o golpe” durante os atos do dia 8 de janeiro, serão presas. “Eles tentaram dar um golpe no dia 8. Todas as pessoas que tentaram dar golpe serão presas porque esse país é uma democracia de verdade”, disse durante discurso no ato unificado das centrais sindicais pelo Dia do Trabalhador, realizado hoje no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Este foi o primeiro ato do movimento em comemoração ao Dia do Trabalhador que o petista compareceu após 13 anos.
Na última quarta-feira, 26, após dois meses de pressão, o Congresso criou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas. A base do governo tentou desmobilizar a comissão investigativa, mas mudou de posição após a revelação das imagens do ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Marco Edson Gonçalves Dias, aparecer facilitando a circulação de radicais bolsonaristas na sede do governo.
Na quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para receber a segunda leva de denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra mais 200 bolsonaristas envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro.
Fake news
Sem citar o PL das Fake News, que tramita na Câmara dos Deputados, Lula disse ainda que não se pode permitir que a mentira continue prevalecendo. “Quero que cada um seja soldado contra fake news. Cada companheiro com um celular precisa ficar atento e esperto para não passar para frente mentira, porque a nossa vitória foi a vitória da verdade que derrotou Bolsonaro.”
Na ocasião, Lula também criticou a política de juros do Banco Central. Sem citar o presidente do BC, disse que não se pode “viver em um País onde a taxa de juros não controla a inflação, controla o desemprego”.
Taxa de jutos
Em evento das centrais sindicais na capital paulista, presidente confirmou que determinou estudos para avaliar a desoneração do pagamento da participação dos lucros dos trabalhadores
A política de juros do Banco Central foi o alvo principal dos discursos das centrais sindicais e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro ato do movimento em comemoração ao Dia do Trabalhador que o petista compareceu após 13 anos.
Sem citar o presidente do BC, Roberto Campos Neto, Lula disse nesta segunda-feira, 1º, que não se pode “viver em um País onde a taxa de juros não controla a inflação, controla o desemprego”.
Ao lado de Lula no palco, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, defendeu a redução da taxa de juros e chamou Campos Neto de “picareta”. “Tem de cair a taxa de juros, tem de cair esse picareta do Campos Neto. A partir de amanhã o movimento sindical está em campanha permanente pela queda da taxa de juros”, disse.
Além de tratar do aumento anunciado do salário mínimo a R$ 1.320 e da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 2.640, o presidente disse ter a intenção de regulamentar o trabalho em aplicativos.
Também afirmou que determinou estudos para avaliar a desoneração do pagamento da participação dos lucros dos trabalhadores, o chamado PLR, que poderia ocorrer já no próximo ano. Ele chamou de “absurdo” o pagamento de imposto sobre o Programa de Participação nos Lucros e Resultados.