Política

Otoni trata com Alckmin de projetos para hidrogênio verde

Redação DM

Publicado em 20 de março de 2023 às 14:33 | Atualizado há 3 anos

O deputado federal Rubens Otoni (PT-GO) anunciou a criação de um Grupo de Trabalho Interministerial (GT) para tratar de políticas públicas para o hidrogênio verde, que ficará sob o guarda-chuva da Secretaria de Planejamento e Transição Energética do Ministério de Minas e Energia.

De acordo com Otoni, esta iniciativa é o resultado de uma articulação intensa em Brasília. O deputado se reuniu nesta semana com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. A reunião foi coordenada pelo Instituto Nacional de Energia Limpa (INEL Brasil) e pelo deputado federal Lafayette de Andrada (Republicanos-MG).

Rubens explica que o GT está desenvolvendo uma estratégia nacional, para a construção conjunta de incentivos com os ministérios, já que para a viabilização do mercado de hidrogênio é preciso uma infraestrutura elétrica robusta, resiliente e com custos competitivos. “O hidrogênio é combustível, mas não gera carbono, uma alternativa importante para o desenvolvimento sustentável. Assim, o Brasil se tornará um grande fornecedor de hidrogênio verde para fortalecer a indústria nacional e gerar mais emprego”, explicou.

O hidrogênio verde é produzido por meio de um processo químico (eletrólise) que permite a quebra das moléculas da água em hidrogênio e oxigênio por meio da eletricidade. O hidrogênio denominado verde é feito sem a emissão de carbono e utiliza basicamente energias renováveis (hídrica, eólica, solar e biomassa).

A regulamentação do setor já está em tratativa e, para o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, já não era sem hora. “Nós temos uma série de investimentos que, pontualmente, algumas empresas já estão desenvolvendo nesse sentido, mas há a necessidade de um marco regulatório para ter uma segurança jurídica. Portanto fazer uma regulação clara, precisa, para o setor para aproveitar o nosso potencial e todas as suas vertentes se faz, realmente, muito urgente”, comentou o parlamentar.

O combustível é fundamental para o processo de descarbonização no setor industrial e para o cumprimento das metas do Acordo de Paris. Ao longo dos próximos anos, o objetivo é trocar o hidrogênio produzido a partir de fontes fósseis pelo hidrogênio verde, que não emite carbono.

Segundo um estudo feito por uma consultoria alemã, o Brasil pode faturar R$ 150 bilhões por ano no mercado de hidrogênio verde (H2verde), e se tornar líder de um mercado mundial estimado em mais de US$ 1 trilhão em venda direta da molécula ou derivados.

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