PGR denuncia mais 152 por ataques e quer pena de 9 anos
Redação DM
Publicado em 6 de fevereiro de 2023 às 14:45 | Atualizado há 3 anos
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou mais 152 pessoas pelos atos golpistas do dia 8 de janeiro. Ato todo, já foram apresentadas ações contra 653 pessoas na Justiça. Os crimes enquadrados na denúncia do Ministério Público podem levar os extremistas a cumprir penas de até nove anos de prisão.
As últimas denúncias foram apresentas entre 31 de janeiro e 2 de fevereiro. Os denunciados foram pessoas detidas no Quartel General do Exército, em Brasília, de onde saiu o grupo que atacou os Três Poderes. Eles são acusados dos crimes de associação criminosa e de incitar a animosidade entre as Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais, condutas ilegais previstas no Código Penal.
Os ataques deixaram um rastro de destruição nas sedes do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. Além disso, os extremistas ameaçaram ministros do Supremo, congressistas e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo defendia intervenção militar e prisão de Lula. O Estadão identificou 88 golpistas que participaram dos ataques no dia 8 de janeiro e mostrou que a ação foi premeditada.
Segundo o subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, que assina as denúncias, o QG do Exército apresentava “evidente estrutura a garantir perenidade, estabilidade e permanência” dos manifestantes que defendiam a tomada do poder. Além da condenação e prisão, a procuradoria também pede o pagamento de uma indenização “em razão dos danos morais coletivos evidenciados pela prática dos crimes imputados”.
Marcos do Val
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou que a Polícia Federal (PF) tome depoimento do senador Marcos do Val (Podemos-ES), nos próximos cinco dias. O depoimento, prestado na última quinta-feira (2), está no contexto das investigações que apuram os atos golpistas ocorridos no dia 8 de janeiro. O pedido da PF foi feito após o senador afirmar que recebeu um pedido do ex-deputado Daniel Silveira para gravar conversa com Moraes.
De acordo com Marcos do Val, o ex-presidente Jair Bolsonaro teria participado da reunião em que o pedido foi feito por Daniel Silveira e concordado com a ideia. O objetivo da proposta, segundo o senador, era criar ambiente para uma tentativa de golpe de Estado e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para a Polícia Federal, o depoimento é necessário porque o senador divulgou nas redes sociais que possui “informações relevantes” para a investigação de ações golpistas.