Política

Bancada do PL busca diálogo e boa convivência com Caiado

Redação DM

Publicado em 23 de janeiro de 2023 às 14:33 | Atualizado há 4 anos

Os deputados federais Professor Alcides, Daniel Agrobom, Gustavo Gayer e Magda Mofatto, eleitos e reeleitos pelo bloco bolsonarista à Câmara Federal, querem abrir canal de conversação com o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e fortalecer o bloco político de sustentação à administração junto ao Congresso Nacional.

Ano passado, o PL lançou a candidatura de Major Vitor Hugo ao governo de Goiás, que ficou em terceiro lugar. No segundo turno, Caiado fez campanha em Goiás para Jair Bolsonaro, que venceu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado.

Os deputados federais liberais, reunidos em Goiânia, credenciaram o Professor Alcides a procurar o governador Ronaldo Caiado e o ministro de Relações Institucionais do governo Lula, Alexandre Padilha, para criar um “relacionamento institucional” que beneficie Goiás na liberação de verbas que resultem em obras. 

Professor Alcides aguarda confirmação de audiência com Ronaldo Caiado, para esta semana. “As eleições de 2022 pertencem ao passado. Temos agora que juntar forças para beneficiar Goiás. Vamos nos colocar à disposição de Caiado para defendermos os interesses dos goianos no Congresso Nacional e na Esplanada dos Ministérios”.

Professor Alcides quer discutir com o governador parcerias administrativas que beneficiem Aparecida de Goiânia – sua principal base eleitoral – e demais municípios de sua representação política. “O governador contará comigo para fazer parceria administrativa com o prefeito Vilmar Mariano em Aparecida e com os demais gestores municipais de minha base eleitoral”.

Para o deputado federal, o momento de turbulência política exige dos políticos “bom senso e equilíbrio”, para que as dificuldades sejam superadas através do diálogo. “Temos que desarmar os espíritos, voltar a conversar e trabalhar em prol do desenvolvimento de Goiás, com união das forças políticas”.

Aproximação

Magda Mofatto, por exemplo, ficou quatro anos distante do Palácio das Esmeraldas e na campanha eleitoral do ano passado, apoiou Gustavo Mendanha (Patriota), mesmo o seu partido, o PL, tendo lançado o Major Vitor Hugo ao governo de Goiás.

Ligada ao setor de turismo – é empresária na área de hotelaria -, Mofatto dá sinais de aproximação política com o governador Ronaldo Caiado. Ela sempre atuou na Câmara Federal em defesa das pautas municipalistas, como o pacto federativo.

Daniel Agrobom, que é empresário na área do agronegócio, é estreante na política e que se dispõe a colaborar com o governo Caiado na aprovação de projetos que impulsionem a economia para a geração de empregos e renda.

Gustavo Gayer, outro estreante como membro da Câmara Federal, também se coloca à disposição do governador para assegurar recursos federais que resultem em obras desenvolvimentistas, como ferrovias, rodovias, incentivo à ciência e à tecnologia.

Preocupação

Professor Alcides, Magda Mofatto, Daniel Agrobom e Gustavo Gayer não escondem preocupação diante da iniciativa de partidos políticos de questionar judicialmente a eleição da bancada federal do PL, sob alegação de não cumprimento da cota de mínimo de 30% de candidaturas femininas às eleições de 2022. O primeiro já intimado para apresentar defesa no processo é o deputado Gustavo Gayer.

De acordo com a ação ajuizada pelo Patriota, Republicanos, Solidariedade e a Federação Brasil da Esperança, composta pelo PT, PCdoB e PV, ingressada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o intuito é declarar que não seja contabilizado os votos do PL em razão de fraude por cota de gênero. A ação investiga se o PL cometeu fraude de gênero, o que poderá resultar na anulação e recontagem de votos e, por consequência, a alteração da relação dos eleitos para deputado federal pelo PL.

A fraude acontece quando alguns partidos indicam mulheres como candidatas, mas elas, na verdade, não participam do pleito, não fazem campanha para elas e ainda apoiam outros candidatos. O intuito desses partidos é apenas validar a chapa, cumprindo a cota mínima de 30%.

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