Brasil

Após 54 anos, Cuba reabre embaixada nos EUA

Redação DM

Publicado em 22 de julho de 2015 às 02:19 | Atualizado há 11 anos

Nasser Najar,Especial para Mundo

Segunda-feira (20) foi um dia histórico para mais um capítulo da renovada relação entre Cuba e EUA. A embaixada cubana foi reaberta em Washington e retomou suas atividades normais. Em janeiro de 1961, o prédio cubano foi fechado e suas atividades encerradas devido ao conflito das duas nações durante os tempos de Guerra Fria. Em 1977 foi reaberto como escritório de interesses e a área ficou sob administração do governo tcheco e mais tarde do governo suíço.

A cerimônia de reabertura foi realizada sobre os olhos de jornalistas do mundo inteiro que puderam ver a bandeira cubana sendo hasteada e a execução do hino nacional. O público gritava o nome do líder Fidel Castro e palavras de ordem pedindo o fim do embargo econômico. O evento contou com mais de 500 convidados e 30 membros da delegação cubana.

O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, discursou pedindo a devolução da área da famosa prisão de Guantánamo, pelo fim do embargo econômico e ainda exaltou Fidel Castro e sua luta histórica. Em seu discurso frisou a disposição do seu governo em melhorar essa relação sem perder sua soberania.

A sede centenária é um prédio que começou a ser construído em 1916. Tem estilo neoclássico francês, vitrais, escadaria de mármore e possui um bar batizado com o nome do grande jornalista e escritor Ernest Hemingway. Este americano vencedor do prêmio Nobel de literatura morou em Cuba e era notório boêmio.

 

Nova Relação

Em dezembro de 2014, Barack Obama e o presidente Raúl Castro, irmão mais novo de Fidel, retomaram as relações diplomáticas. No entanto, o embargo econômico continua vigente e não tem previsão para acabar. Nesse novo processo de abertura política, o secretário de Estado americano, John Kerry, também irá reabrir a embaixada americana em Havana. A viagem está marcada para o dia 14 de agosto e John Kerry içará a bandeira dos EUA oficializando a embaixada, que atualmente funciona como escritório de interesses.

 

 

 

 


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