Estado Islâmico mata pelo menos 145 civis em Kobani, diz ONG
Redação DM
Publicado em 26 de junho de 2015 às 00:00 | Atualizado há 11 anosLONDRES — O Estado Islâmico (EI) matou pelo menos 145 civis em um ataque à síria de Kobani e a um vilarejo próximo, no que um grupo de monitoramento descreveu nesta sexta-feira como o segundo pior massacre perpetrado pelo grupo extremista na Síria. A cidade havia sido recuperada pelas forças curdas em janeiro com ajuda de bombardeios aéreos da coalizão liderada pelos Estados Unidos, mas voltou a ser alvo de uma ofensiva do EI nesta quinta-feira.
O ataque a Kobani, predominantemente curda, e ao vilarejo de Brakh Bootan marcaram o segundo maior massacre de civis realizado pelo Estado Islâmico na Síria desde que a facção matou centenas de membros da tribo sunita sheitaat no ano passado, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), uma organização com sede no Reino Unido.
“O Estado Islâmico disparou contra tudo que se movia”, disse o OSDH.
Segundo Rami Abdel Rahman, chefe da ONG, mulheres e crianças estavam entre os corpos encontrados dentro das casas e nas ruas da cidade, que fica perto da fronteira com a Turquia.
Segundo relatos, um atentado separado do Estado Islâmico a áreas sob controle do governo na cidade de Hasaka, no Nordeste sírio, teria forçado 60 mil pessoas a abandonarem suas casas, afirmou a Organização das Nações Unidas (ONU), alertando que até 200 mil pessoas podem ter que fugir em algum momento.
Na quinta-feira, o grupo extremista lançou uma ofensiva em duas frentes depois de combatentes curdos cortarem uma das principais rotas de abastecimento dos militantes perto de Raqqa, autodeclarada a capital do califado.
O Estado Islâmico tem um histórico de assassinatos em massa de civis nos territórios que capturou no Iraque e na Síria, onde proclamou um califado para governar todos os muçulmanos de acordo com uma visão extremista do islamismo.