Estados Unidos e Cuba reabrem embaixadas em 20 de julho
Redação DM
Publicado em 1 de julho de 2015 às 08:27 | Atualizado há 11 anosWASHINGTON — A reabertura de embaixadas dos Estados Unidos e Cuba no processo de retomada das relações diplomáticas entre os dois países ocorrerá em 20 de julho, segundo informou o presidente Barack Obama em uma carta entregue a Raúl Castro nesta quarta-feira. Mais cedo, o diplomata-chefe dos Estados Unidos em Havana entregou o documento ao presidente cubano. Obama fará um pronunciamento na Casa Branca às 12h (horário de Brasília).
O secretário de Estado, John Kerry deve participar de uma cerimônia em Havana para marcar o momento histórico. As relações entre os dois países tinham sido congelados desde o início dos anos 1960, quando o governo americano rompeu ligações e impôs um embargo de comércio com a ilha comunista. No entanto, no final de 2014, EUA e Cuba concordaram em normalizar as relações.
Cinco meses depois, em abril, os dois líderes dos países se encontraram na VII Cúpula das Américas e mantiveram conversas históricas. Na ocasião, Obama e Castro se comprometerem com o pleno restabelecimento das relações bilaterais e o diálogo político construtivo, no que foi classificado por ambos de marco de uma nova era para a região.
Desde 1977, os EUA e Cuba têm operado missões diplomáticas chamadas “seções de interesses” nas capitais de cada um sob a proteção legal da Suíça. No entanto, eles não gozam do mesmo estatuto que as embaixadas completas.
RELEMBRE
O mais recente marco em um processo de descongelamento entre as relações dos dois países foi iniciado com negociações secretas e anunciada em dezembro do ano passado. Em 17 de dezembro, os dois países afirmaram que a reaproximação era uma maneira de mudar a abordagem de décadas entre os países. No mesmo dia, prisioneiros foram trocados, e foi acordado que outros presos políticos seriam libertados.
Obama adotou medidas executivas para afrouxar as sanções econômicas que pressionam a economia cubana. Havana, por sua vez, se mantém na posição de que ainda é necessário o fim do embargo.
Em maio, os EUA removeram Cuba da lista da lista americana de países que apoiam o terrorismo, abrindo espaço para o governo cubano tomar financiamentos no exterior e expandir negócios e investimentos.
RELAÇÕES ROMPIDAS
Os EUA romperam relações diplomáticas com Cuba em 1959 depois de Fidel Castro e seu irmão Raul liderarem uma revolução derrubar apoiado pelos Estados Unidos presidente Fulgencio Batista e estabelecerem um estado socialista revolucionário com laços estreitos com a União Soviética.
Após uma série de divergências e confrontos diplomáticos após a revolução cubana, os países se viram diante de uma grave crise quando uma força apoiada pela CIA tentou invadir a ilha em 1961, no episódio da Baía dos Porcos, e o presidente Dwight Eisenhower anunciou o fim das relações. Um ano depois, Cuba decidiu instalar mísseis soviéticos em seu território, dando início à Crise dos Mísseis.
O então presidente John F. Kennedy decidiu impor um embargo econômico e comercial a Havana, que somente aumentou desde então. Sem representação diplomática, as missões de cada país são atualmente intermediadas por embaixadas da Suíça.