Vereador tenta assinaturas para CEI
Redação DM
Publicado em 2 de julho de 2021 às 15:11 | Atualizado há 5 anos
O vereador Policial Federal Suender (PSL) promete
dedicar o mês de julho, de recesso de sessões ordinárias, para conseguir as
assinaturas necessárias para instalação de uma Comissão Especial de
Investigação (CEI) na Câmara Municipal de Anápolis.
Além do próprio nome, Suender precisa de no mínimo
outros sete vereadores avalizando o requerimento que dá garantias para a
criação da CEI. Em entrevista à Rádio Manchester, na quinta-feira (1º), o
vereador do PSL revelou que conta com duas assinaturas, de Edimilson do Mercado
Serve Bem (PV) e Seliane da SOS (MDB).
Suender quer investigar a obra inacabada na Praça
31 de Julho, onde ficaria a nova sede da Câmara de Anápolis. Ele alega que não
tem informações do Executivo e disse na entrevista à rádio que com a apuração
será possível saber se o projeto pode ser concluído.
Questionado se terá o apoio necessário para a CEI,
o vereador disse que sim, mas também ressaltou que respeita a opinião de cada
vereador, pois a democracia funciona dessa forma. “Vereador que não quiser tem
o seu motivo, mas é importante todos assinarem”, comentou.
As justificativas nos bastidores da Câmara é que
esse tipo de iniciativa chega tarde e não contribui com o que interessa, que é
ver a obra concluída. O Ministério Público vem apurando responsabilidades, já
houve processos administrativos de servidores envolvidos no caso e, inclusive,
bloqueio de bens de ex-prefeitos.
Neste ano a Prefeitura de Anápolis contratou a
empresa Hirata e Associados Consultoria para fazer um levantamento da estrutura
da obra, com o objetivo de saber se é seguro conclui-la. A partir do laudo,
será feito um novo projeto para a abertura de licitação.
Paralisada desde abril de 2016, na gestão de João
Gomes, a obra na Praça 31 de Julho ficou conhecida nacionalmente por erros na
execução do projeto, como um pé direito com menos de 2m de altura. O ex-petista
João Gomes, hoje no PSDB, já disse por diversas vezes que a responsável pelo
serviço, Albenge Engenharia, decidiu interromper os trabalhos após pedir
aditivo de R$ 3 milhões, negado pelo Executivo.
Orçada em R$ 17 milhões, a
obra consumiu R$ 7 milhões dos cofres públicos até ser paralisada.