Aparecida de Goiânia

MP entra com pedido de prisão preventiva de mulher acusada de matar homem que velou a mãe sozinho

Mulher é acusada de encomendar a morte de José Ricardo para ficar com R$ 30 mil adquiridos em vaquinha online para tratamento renal do rapaz

diario da manha
José Ricardo ao lado do corpo da mãe. Foto: Reprodução/Facebook

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) entrou com um pedido de prisão preventiva de Bárbara Morais dos Santos, nesta segunda-feira (12), acusada de matar José Ricardo Fernandes Ribeiro que comoveu a web por ter velado a mãe sozinho, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana.

Conforme o processo, a mulher matou José para ficar com os R$ 30 mil arrecadados por ele para pagar um tratamento nos rins. Outro acusado de participação no crime, Matheus Teixeira Carneiro, está detido em um penitenciária.

De acordo com denúncias, Bárbara se prontificou a ajudar a vítima no procedimento de hemodiálise em uma vaquinha online. Depois de obterem o valor, ela contratou Matheus para que matasse José Ricardo por R$ 2 mil.

Em 4 de dezembro do ano passado, Bárbara foi autorizada pelo juiz Leonardo Fleury Curado Dias, a aguardar o julgamento em prisão domicilar. Na época, o MP recorreu da decisão, porém o juiz manteve a sentença.

Entretanto, o promotor Marcolino dos Santos Júnior expôs neste novo pedido de prisão preventiva, um laudo médico que teria verificado que Bárbara não sofresse de nenhuma doença grave.

“A mulher não apresenta doença mental, conforme o laudo médico, nem desenvolvimento mental retardado ou incompleto nem dependência química”, afirmou o Marcolino no pedido.

Para requerer a decretação da prisão preventiva, o promotor se fundamentou em duas hipóteses: prova da materialidade e presença de vestígios suficientes de autoria. Segundo ele, a materialidade foi provada com a morte da vítima.

“Ficou demonstrado pela conduta que Bárbara Morais dos Santos é uma pessoa extremamente intolerante e perigosa. Assim, sua liberdade coloca em risco a paz social e a segurança da sociedade”, frisou Marcolino Júnior.

Relembre o caso

Segundo a Polícia Civil, no dia 10 de julho de 2020, Bárbara contratou Matheus como matador de aluguel. Ela foi até a casa de José Ricardo, logo depois, o rapaz chegou fingindo ser doador de cesta básica e também entrou na casa.

Investigações apontam que a vítima foi “gravemente espancada” por Matheus e, momentos depois, Bárbara ateou fogo no corpo dele.

José Ricardo chegou a ser socorrido, mas morreu dias depois. Após o ataque à vítima, Bárbara chegou a conversar com pessoas conhecidas fingindo estar preocupada com toda a situação, buscando se esquivar de qualquer suspeita.

A vítima e o velório da mãe

José Ricardo ficou conhecido nacionalmente em agosto de 2019, ao publicar uma selfie ao lado do corpo da mãe, afirmando que ninguém compareceu ao velório e no enterro dela. A publicação gerou comoção entre os internautas.

Na época, o rapaz disse que os parentes estavam espalhados pelo Brasil e que mesmo sabendo das condições de saúde da mãe dele, ninguém o telefonou ou visitou.

Mesmo revoltado com a situação, ele disse à época que queria que a história dele mositvasse os filhos a valorizarem mais os pais.

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