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GDF executa menos de 10% do valor das emendas parlamentares

“Isso pode ser um problema muito grande. Em outubro, por exemplo, há a previsão de um déficit de R$ 800 milhões para pagar a folha dos servidores", afirma o deputado Chico Vigilante

diario da manha
Foto: Reprodução

O Governo do Distrito Federal (GDF), tem colocado o pé no freio para gastos não planejados, devido o alerta amarelo sobre o possível rombo nas contas públicas. A cautela é maior para a liberação de emendas parlamentares, recursos destinados por deputados distritais à várias áreas administradas pelo Palácio do Buriti, que executou menos de 10% do valor total.

Dos R$ 452.583.501,84 direcionados pelos integrantes da Câmara Legislativa (CLDF), o Palácio do Buriti executou apenas R$ 42.206.236,06. De acordo com o Sistema de Controle de Emendas Parlamentares (Sisconep), tirando do papel menos de 10% do valor total destinado para os cofres do Executivo local.

Das 27 secretarias que integram o organograma do GDF, 11 delas não executaram um centavo sequer enviado pelos distritais, analisando o montante sob ótica da área governamental para onde os recursos foram destinados.

Áreas do GDF foram atingidas

A baixa execução das emendas atingiu áreas consideradas sensíveis do governo, como a de saúde pública, onde a secretaria responsável não executou nada de recurso destinado pelos distritais, como: pedidos para a aquisição de remédios e de equipamentos hospitalares.

Parlamentares direcionaram mais R$ 223 milhões para as diversas áreas, como educação, segurança e meio ambiente, mas apenas R$ 39.180.129,86 foram efetivamente liberados pela equipe economia local. Até mesmo verbas para obra passaram pela tesourada do governo. Esse gasto representa pouco mais de 17% do que foi destinado pelos 24 integrantes do Legislativo local.

O deputado oposicionista, Chico Vigilante (PT), relata que tem alertado o Palácio do Buriti que a inexperiência de gestores atuais está colocando em risco a execução das emendas.

“Isso pode ser um problema muito grande. Em outubro, por exemplo, há a previsão de um déficit de R$ 800 milhões para pagar a folha dos servidores e, se não usarem até lá os recursos que enviamos, vão acabar recorrendo a eles para quitar essa dívida anunciada”, afirma.

Ainda segundo ele, há o risco de que essa transação emergencial cause efeito dominó na economia do DF. Mesmo de campos ideológicos diferentes, o líder do Governo, Cláudio Abrantes (PDT), reconhece o posicionamento do colega e, ainda inclui na lista de dificuldades a recente decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), de impedir que o governo local use verba do Fundo Constitucional (FCDF) para pagamento de pensão e aposentadoria de servidores da saúde e educação.

Com informações do Metrópoles

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